Substituto do Fit, Honda City hatch entra em pré-venda sem motor turbo e com preço de SUV compacto
Carro estreia em duas versões, partindo de R$ 114.200, mas ultrapassa os R$ 120 mil na versão mais cara
Por Raphael Panaro
Depois de lançar o City na versão sedã, a Honda não demorou muito para iniciar a pré-venda da já anunciada carroceria hatch. Com a (difícil) missão de ocupar o lugar deixado pelo Fit, que saiu de linha no final do ano passado, o carro estreia em apenas duas versões – e não três, como o sedã: EXL, de R$ 114.200, e Touring, de R$ 122.600. Sim, um hatch com preço de SUV compacto.
Fiat Pulse, VW Nivus ou até mesmo a versão topo de linha do Renault Duster, que custa atualmente R$ 119.390, são mais em conta. Os principais concorrentes, como Chevrolet Onix, VW Polo e Toyota Yaris estão na faixa entre R$ 100 mil e R$ 110 mil nas configurações mais caras.
Ambas as versões do City hatch são equipadas com botão de partida do motor, keyless, ar-condicionado digital e automático, espelhos retrovisores com rebatimento automático, central multimídia sensível ao toque de oito polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, câmera de ré multivisão, sensores de estacionamento traseiros, bancos revestidos de couro e painel digital TFT de sete polegadas.
Um dos diferenciais da versão Touring é o Honda Sensing. O pacote reúne tecnologias de segurança ativa como assistência de permanência em faixa, controle de cruzeiro adaptativo, sistema de frenagem para mitigação de colisão, detecção de saída da pista e ajuste da direção com o objetivo de evitar acidentes e ajuste automático de farol. A versão mais cara ainda traz faróis full-LED e lanternas de LED, além de sensores de estacionamento dianteiros e partida remota.
Sob o capô, tanto sedã quanto hatch estreiam no Brasil sem o esperado 1.0 turbo. O escolhido é um novo 1.5 flex aspirado de 126 cv e 15,5 kgfm de torque conectado a um câmbio automático do tipo CVT com sete marchas simuladas – para todas as configurações. Não há previsão da oferta de uma opção manual, então disponível no finado Fit.
O motor 1.5 utiliza um comando duplo de válvulas, bloco e cabeçote de alumínio e sistema de injeção direta de combustível. Apesar de ter a mesma capacidade volumétrica do anterior, é totalmente novo para atender a nova fase do programa de emissões do Proconve, que tirou de linha os propulsores de diversas empresas. O consumo, inclusive, assim como o do sedã, é nota A no Inmetro: 9,1 km/l (cidade), 10,5 km/l (estrada) com etanol e 13,3 km/l (cidade) e 14,8 km/l (estrada) com gasolina no tanque.
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