Por que produção de carros no Brasil não cresce mesmo com vendas em alta
Apesar da alta de 13% nas vendas, produção ficou estagnada com queda nas exportações e baixa nos caminhões
A venda de veículos vem se recuperando nos últimos meses, o que se reflete na alta nos investimentos das montadoras no país, mas a indústria ficou estagnada no último ano. Segundo a Anfavea, apesar do aumento de 13% nas vendas em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, não houve evolução e nem queda no volume de produção.
A explicação pode estar na queda das exportações. De acordo com a entidade, houve uma queda de 43% nas vendas externas, caindo 33 mil unidades em 2023 para 19 mil neste ano.
“A estabilidade da produção se deve à redução das exportações e ao aumento das importações. Nós tivemos o mês com maior crescimento das importações desde 2014”, disse Márcio Lima Leite, presidente da Anfavea.
A Anfavea culpa a desaceleração econômica dos principais mercados de destino, Argentina, Colômbia e Chile, pela redução dos embarques externos.
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Já os carros importados aumentaram sua participação no mercado. Em janeiro do ano passado, eles representavam 14,3% do mercado. Neste ano saltou para 19,5%. Em janeiro de 2021, para se ter uma ideia, os importados eram apenas 9,4% das vendas.
Outro fator que segurou a produção foi a queda nas vendas dos caminhões e ônibus. Segundo a Anfavea, houve uma queda de 21,4% dos caminhões em relação ao mesmo mês do ano passado, quando houve um volume maior devido às vendas dos modelos fabricados em 2022 (efeito Proconve P8).
Para ônibus, a queda foi de 32,8%, mas a expectativa é de melhoras para os dois segmentos, principalmente com a licitação do programa Caminho da Escola, que incluiu 16 mil novos ônibus para governos.
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