Jeep terá SUV de sete lugares feito sobre a base do Compass e da Toro
Utilitário será fabricado em Goiana (PE) e não terá a base de Cherokee ou do Grand Commander
Por Julio Cabral
A Jeep planeja um utilitário de sete lugares faz algum tempo. Um Compass de sete lugares chegou a ser pensado para o Brasil. Conforme Auto News Brasil revelou, o modelo estava em estudo de viabilidade. A Fiat ainda não sabia se partiria para um facelift, se ampliaria a plataforma e se criaria um novo nome e produto. A única coisa certa é que ele teria sete lugares.
O SUV para sete é um modelo novo, mas não parte do zero ou adota uma base estrangeira, uma vez que vai utilizar a conhecida arquitetura nacional da FCA. O site Autos Segredos também apurou que o modelo será um carro inédito.
O objetivo da marca é criar um projeto sobre a plataforma da Toro e do próprio Compass, que já usam uma versão alongada da Small Wide 4X4, utilizada pelo Renegade. É uma forma de racionalizar os gastos em Goiana, Pernambuco, onde os demais modelos da Jeep são produzidos. Não faz sentido adaptar o projeto do Grand Commander chinês ou algo baseado sobre a sua arquitetura, que é a mesma do Cherokee importado e demandaria um grande gasto para ser produzida no Brasil.
A despeito disso, há um toque que talvez causa estranheza quando os leitores virem os primeiros flagras. O SUV começará a rodar como uma mula baseada no Compass, portanto, não estranhe se vir um desses Jeep alongados até a época do lançamento, estimado para 2021. É apenas um disfarce.
Motor 1.3 turbo e diesel
O motor 1.3 turbo será utilizado no SUV da Jeep, tal como nos seus pares menores. O propulsor de quatro cilindros e 16 válvulas terá tecnologias modernas como o MultiAir, recurso capaz de controlar eletricamente a abertura de válvulas. Na Europa, a mesma motorização rende até 180 cv e 27,5 kgfm, mas por aqui o sistema de injeção direta flexível pode elevar um pouco esses números.
Não que seja algo necessário, uma vez que a FCA pode administrar essa vantagem de potência e torque em relação aos rivais turbinados. Ele pode vir associado ao câmbio Aisin de seis marchas — ou até a caixa ZF de nove velocidades.
Quanto ao 2.0 turbodiesel, torcemos para que ele tenha uma versão com mais de 170 cv. O Compass anda bem com esse motor, porém, não esbanja em rendimento, que fica muito próximo do modelo 2.0 flex. Um carro mais pesado poderia ter bem uma motorização a diesel mais forte.