Análise: raio-x da temporada 2014
Confira dados importantes do Mundial recém terminado e os primeiros pitacos sobre o campeonato de 2015
Por Leandro Alvares
Recordes Mercedes
- Foram 31 pódios no ano. Desbancou a Ferrari, participou 29 vezes da festa do champanhe em 2004.
- 16 vitórias em uma única temporada. Supera a McLaren, que fez 15 em 1988, e a Ferrari (15 em 2002 e 2004).
- 100% de pole positions no ano. Na história da categoria, só o motor Ford Cosworth conseguiu esse feito, em 1969.
Lewis Hamilton
- Foi o 16º piloto da história a conquistar mais de um título na categoria.
- É o segundo bicampeão inglês. Antes dele, Graham Hill (1962 e 1968).
- Chegou a 33 vitórias na carreira. Superou Fernando Alonso e agora só está atrás de Michael Schumacher (91), Alain Prost (51), Ayrton Senna (41) e Sebastian Vettel (39)
Nico Rosberg
- Se tornou o terceiro alemão com o maior número de vitórias na F1, atrás (bem atrás) somente de Michael Schumacher e Sebastian Vettel.
- Não levou o título, mas ganhou muito respeito por ter dificultado ao extremo a campanha de Hamilton rumo ao bi. Quem no início do ano poderia apostar que o alemão chegaria à última etapa com chances de ser campeão?
Felipe Massa
- Não chegava em segundo desde o GP do Japão de 2012.Foi o único piloto "não Mercedes" a fazer pole no ano.
Sebastian Vettel
- Pior temporada do alemão desde 2008, seu primeiro ano completo na categoria.
- Um ano sem vitórias, algo que não acontecia com Vettel desde 2007. Em 2008, ainda na Toro Rosso, ele venceu o GP da Itália.
Kimi Raikkonen
- Péssima temporada do finlandês. A pior temporada da carreira dele, sem sequer um pódio. O único ano em que ele não subiu no pódio foi em 2001, seu ano de estreia na categoria.
Despedidas
- McLaren-Mercedes. Uma dupla que se formou em 1995. No período foram 351 corridas, 78 vitórias e três títulos mundiais de pilotos.
- Vettel-Red Bull. Iniciada em 2009, foi a segunda parceria de maior sucesso da história, só não superando o casamento entre Schumacher e Ferrari. Juntos, Vettel e os rubrotaurinos conquistaram 38 vitórias, 44 poles e quatro títulos.
- Alonso-Ferrari. O plano de ser um novo mito do time italiano não deu certo. Em cinco temporadas, o espanhol bateu na trave do título três vezes - foi vice em 2010, 2012 e 2013. No período, venceu 11 corridas e cravou apenas quatro poles.
O que merece ser observado para 2015
- O renascimento da parceria McLaren-Honda. Seria ótimo se voltassem brigando pelas primeiras posições, mas o mais sensato é imaginar lutas pelo pódio até meados do ano.
- Valtteri Bottas. O finlandês da Williams acelera muito e erra pouco. Tem pinta de futuro campeão.
- Felipe Massa. Que o segundo lugar no GP de Abu Dhabi sirva de inspiração para um 2015. Ele não vence desde 2008. Precisa aproveitar a ascensão da Williams para voltar ao topo do pódio.
- Vettel na Ferrari. Chegou a hora de o alemão mostrar que é um talento e que pode tirar leite de pedra de um carro ruim. Palpite: se a equipe italiana não evoluir, sua meta será muito difícil de ser alcançada no ano que vem.
- Alonso na McLaren. Vai ser um dos destaques de 2015, andando mais do que pode (como sempre), mas não deve brigar por vitórias. Deve voltar a frequentar o pódio, algo que não faz desde o GP da Hungria, disputado em julho.
- A dupla da Red Bull. Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat são jovens talentosos que vão dar trabalho se o carro ajudar.
- Felipe Nasr na Sauber. O Brasil não alinha com dois pilotos no grid desde 2011. O triste é saber que a Sauber não pontuou neste ano. Vai ser um ano difícil para Nasr.
- Max Verstappen na Toro Rosso. O novato de 17 anos promete ser um dos destaques do próximo mundial. Deve conseguir alguns pontos, provavelmente mais do que os oito somados por Kvyat nesta temporada.
- Apesar da ótima temporada 2014, Rosberg terá dificuldades extras para acompanhar Hamilton. Para o azar do alemão, o atual bicampeão provou que amadureceu e a tendência é que evolua ainda mais. Lewis é o favorito ao tri.