Clássico do dia: Tempra Turbo

Por Julio Cabral


Fiat Tempra Turbo (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

O Fiat Tempra teve uma partida a frio no Brasil. Não que não tenha vendido bem em 1992, quando estreou e amealhou 18 mil proprietários. Mas o carro deslanchou mesmo nos anos seguintes com as primeiras novidades, a começar pela versão 2.0 16V de 127 cv. Era rápido, mas não chegava perto do mais caro Chevrolet Omega 3.0 de 165 cv nem do Chevrolet Vectra GSi 2.0 16V de 150 cv. O Fiat só ficaria tão forte quanto esses rivais em 1994. Na época, a marca italiana já havia lançado o Uno Turbo 1.4, que extraia 115 cv e deixava outros foguetes de bolso para trás.

Quando aplicou a mesma receita ao 2.0 8V do Tempra, chegou a 165 cv e 26,5 kgfm de torque. Segundo a marca, era o suficiente para ir aos 100 km/h em 8,2 segundos e chegar a 220 km/h. Chegava rápido e sem chamar tanta atenção. A carroceria duas portas não era diferente da convencional, dispensava os borrachões laterais e adotava apenas saias laterais, aerofólio e inscrições Turbo.

A discrição ficou ainda maior em 1996, quando surgiu a versão Turbo Stile. Era basicamente o Turbo com quatro portas e sem aerofólio. Durou pouco e saiu de linha sem receber a última reestilização da linha 1998. A tradição de sedãs médios sobrealimentados sobreviveu, contudo, e logo foi bem representada pelo Marea Turbo 2.0 20V de 182 cv.

Fiat Tempra Stile (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

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