BYD Dolphin Mini híbrido? Chefe da marca responde se hatch terá nova versão
Na China, maior parte dos modelos de entrada têm apenas opções elétricas; Dolphin Mini é o carro a bateria mais vendido do Brasil
Em entrevista recente à Auto News Brasil, o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, confirmou parte dos planos da marca chinesa para o Brasil. Entre eles, o estudo de uma linha completa com cinco picapes, iniciar a produção completa de veículos na fábrica de Camaçari (BA) em julho, além de lançar versões híbridas de Yuan Pro e Dolphin ainda em 2026. Com a onda de transformar carros elétricos em híbridos plug-in (PHEV), naturalmente surge a pergunta: e o Dolphin Mini?
Será que o carro elétrico mais vendido do Brasil pode se tornar híbrido plug-in, e, assim, competir diretamente com campeões de vendas, como Volkswagen Polo e Hyundai HB20? Quando questionado, Baldy admitiu que houve tal ideia, mas a resposta foi enfática.
“Já fiz essa pergunta ao time de pesquisa e desenvolvimento. Mas não existe essa previsão [de ter uma versão híbrida do Dolphin Mini”, afirmou.
A explicação está na falta de demanda no próprio mercado chinês, o que inviabiliza o projeto em termos de escala e custo. “Na China, hoje, 88% dos hatches vendidos são elétricos. Porque é um carro de uso eminentemente urbano. Então é muito difícil ter um carro sem viabilidade”.
Ou seja, provavelmente seria possível desenvolver tal versão híbrida usando a variante elétrica como base. Mas talvez a conta não fechasse por uma questão de volume, já que tal configuração teria vida difícil na China.
No maior mercado automotivo do mundo, carros subcompactos com vocação urbana são comuns. Além do Dolphin Mini, há variantes de marcas como Chery, Geely e Wuling, esta última, parceira da Chevrolet com a Saic. Mas todos são elétricos. E muito baratos.
O Wuling Hongguang Mini EV, por exemplo, tem tabela começando em menos de R$ 25 mil na conversão direta. Logo, incluir um motor a combustão e todos os componentes necessários para criar um segundo modo de tração poderia encarecer demais os produtos, eliminando qualquer chance de êxito.
Outra questão importante está relacionada ao próprio porte e plataforma do Dolphin Mini. Mesmo o menor dos motores a combustão e a menor das baterias de carros PHEV da BYD talvez seja grande demais para o hatch subcompacto.
Basta abrir o cofre do subcompacto elétrico para ver que mesmo os componentes do conjunto motriz elétrico, muito menores que um trem de força a combustão, ficam apertados. Lembrando que o modelo tem apenas 3,78 metros de comprimento e 2,50 m de entre-eixos.
Porém, com alguns anos de cobertura de marcas chinesas, é preciso adotar cautela quando algum projeto é descartado. Com o típico dinamismo da indústria automotiva do país, não seria difícil imaginar que, se mais mercados pedissem tal configuração (e a conta fechasse), a BYD daria um jeito de criar o Dolphin Mini híbrido.
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