O dia em que Bruno Sutter, do Hermes e Renato, ganhou uma corrida em Interlagos a bordo de um Fusca
Artista foi segundo colocado em campeonato de carros antigos no qual participou de apenas uma prova; entenda
Por Emily Nery
Quando você imagina correr no autódromo de Interlagos, qual é o primeiro carro que vem à sua mente para cumprir o desafio? Um bólido de Fórmula 1 da Mercedes? Um Porsche 911 GT3? Um modelo da Stock Car? Pois o ator, comediante e cantor Bruno Sutter, também conhecido pelo personagem Detonator, vocalista da banda Massacration, comprovou que dá para ter aquela dose de adrenalina na pista à bordo de um Volkswagen Fusca. Inclusive, em sua primeira (e única) prova, o artista estreou com vitória.
Tudo começou quando o artista participou de um reality show do canal Acelerados e, como ele mesmo conta, abriu mão de competir para fazer umas palhaçadas. Interessado no comportamento do artista, o narrador Luc Monteiro convidou Sutter para acelerar o Fusca em Interlagos. Mesmo que ele nunca tivesse nem sentado em um exemplar.
O campeonato em questão se chamava Gold Classic, no qual apenas carros antigos participavam. Na categoria de Sutter faziam parte apenas veículos com tração traseira. Por fim, havia uma regra para deixar a corrida mais "justa": ninguém poderia fazer a prova em menos de 2 minutos e 20 segundos. Portanto, ganhava quem se aproximasse dessa marca.
"Fiz o treino e na primeira volta já rodei no S do Senna", relembra. Mesmo sem qualquer experiência a bordo de um Fusquinha e nunca tendo acelerado em Interlagos, Bruno topou participar da corrida sem nenhuma pretensão de vencer.
"Quando cheguei no boxe, começaram a gritar 'P1, P1!'. Pensei: 'Vocês estão de sacanagem, né? Como assim P1? Eu cheguei em último'. Acontece que eu realmente fui o último. Só que os carros que não quebraram fizeram o tempo mais curto que o estipulado", relembra.
"Depois de subir no pódio, preferi não correr mais neste campeonato e terminar por cima", brinca. Tempos depois, o chefe das equipes de Fusca ligou para que Sutter buscasse um objeto com ele.
A peça nada mais era que o troféu de vice-campeão do torneio, do qual o vocalista da banda Massacration havia participado de apenas uma prova. "De fato, eu havia feito apenas uma prova. Mas quebram tantos carros nesse campeonato e outros correram fora do tempo padrão que, na soma dos resultados, fui o segundo colocado da categoria, mesmo tendo participado só de uma corrida", conta.
Ele admite que ainda precisa pegar o troféu. Mas o medo de Interlagos passou e a experiência a bordo de um "besouro" valeu a pena. O que o prendeu nesse hobby, porém, foi o clima descontraído e sem pressão. "Nesses campeonatos mais familiares é um clima muito amistoso, todo mundo está lá para se divertir. Como é um ambiente mais amador, todo mundo é amigo ali. Fiz vários amigos."
Paixão pelo kart
Há três anos, o artista descobriu um interesse além dos palcos e da mídia: o kart. Tudo começou no evento beneficente "SuperMetal Car", no qual os interessados levavam um quilo de alimento para assistir aos grandes nomes do metal brasileiro correndo de kart. "Eu nunca tinha nem sentado em um. Para mim existiam só dois tipos: aquele de shopping ou o profissional. Eu nem conhecia o sistema dos kartódromos."
Naquele momento, foi "paixão à primeira vista", como conta o artista. Mesmo tendo passado mal após o percurso, resultado de um almoço farto antes da prova. Desde então, começou a correr em baterias abertas e há dois anos passou a participar de campeonatos.
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