Porsche vai transformar Boxster e Cayman em esportivos elétricos a partir de 2025
Marca alemã pretende que 80% das suas vendas em 2030 seja apenas de veículos eletrificados
Por Marcelo Monegato
Quando o assunto é eletrificação, a Porsche não brinca em serviço. Após o lançamento do Taycan, sucesso absoluto em todo o mundo, e deixar claro que o Macan será elétrico a partir de 2023, a fabricante alemã anunciou que os modelos 718 Boxster e 718 Cayman serão emissão-zero a partir da próxima geração, que deverá chegar ao mercado em 2025.
“O Taycan inspira todos os tipos de pessoas – novos e velhos clientes, especialistas e imprensa. Estamos intensificando nossa ofensiva elétrica com outro modelo: em meados da década, queremos oferecer nosso 718 exclusivamente em uma forma totalmente elétrica”, declarou o presidente da Porsche, Oliver Blume.
Os integrantes da família 718 se tornarão os primeiros elétricos da Porsche com apenas dois lugares. Boxster e Cayman utilizarão a nova plataforma Premium Platform Electric (PPE), desenvolvida em parceria com a Audi, que deverá utilizá-la nos modelos Q6 E-tron e A6 E-tron.
Com este anúncio, o conceito Mission R, desenvolvido totalmente para as pistas de corrida e apresentado em 2021 no IAA, em Munique (Alemanha), surge como uma espécie de “laboratório” da Porsche para os novos Boxster e Cayman. Além de possuírem medidas (muito) parecidas, elementos estéticos e especialmente aerodinâmicos do Mission R deverão estar nos próximos 718.
O futuro da Porsche será elétrico
A Porsche tem planos ousados de eletrificação de toda a sua gama. Tudo bem que não devemos ver um 911 sem motor a combustão antes de 2030, mas todos os outros modelos da fabricante passarão por modificações importantes com foco na redução acentuada de emissões de gases poluentes.
Para isso, a Porsche pretende desenvolver sua própria rede de pontos de recarga, assim como a Tesla. Inicialmente, os locais, que ainda estão em processo de mapeamento e desenvolvimento, serão instalados na Alemanha, Áustria e Suíça. Na sequência, a expansão seguirá para outros países da Europa e só depois ganharão o mundo - estamos falando de China e Estados Unidos, mais especificamente.
Durante a crise, a Porsche cresceu
A pandemia da Covid-19 e a crise causada pela falta de microchips (semicondutores) e outros componentes não foram suficientes para brecar o sucesso da Porsche em 2021, ano em que, pela primeira vez na história, a marca ultrapassou a barreira das 300 mil unidades vendidas no mundo - 301.915, sendo mais exato.
Este número representa um faturamento de US$ 36,6 bilhões, 15% a mais que em 2020. Já o lucro da companhia ficou na casa de US$ 5,8 bilhões, 27% superior ao registrado no ano anterior.
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