Qual Comprar - avaliamos os SUVs de luxo, os carros preferidos dos ricos
Por Redação Auto News Brasil
A maioria das vendas de carros premium do Brasil é formada por SUVs de luxo. Não são poucas opções. Para você ter uma ideia, o segmento é tão fornido que mais parece de utilitários compactos. Tem de tudo, de modelos sul-coreanos aos tradicionais alemães. Mas quem levou a melhor foi um sueco construído na China. Confira.
Volvo XC60
O bicampeão da categoria alia um amplo catálogo de versões e segurança de série, com frenagem automática de emergência. A Volvo tem focado nas variantes híbridas, mas as alternativas a gasolina e diesel também têm bom custo/benefício. Entre as duas, vale gastar R$ 20 mil a mais pela D5, com um turbodiesel de 235 cv econômico e suave. Ela vai de zero a 100 km/h em 8,8 s, ante 7,7 s da versão a gasolina, mas faz 12,5 km/l de média, ante 10,2 km/l da outra.
O sistema de condução semiautônoma está entre os mais evoluídos e há mimos como a cortina do teto solar que se fecha sozinha quando a temperatura externa está elevada. A cesta de peças cara, tradicional defeito dos Volvos, é amenizada pelo fato de que a maioria dos rivais do segmento tem manutenção igualmente custosa.
Não há previsão de mudanças radicais para o próximo ano, e a atual geração entrega um ótimo equilíbrio para quem gosta de dirigir e valoriza o conforto. O porta-malas de 505 litros é adequado para a faixa de preço e o sistema multimídia Sensus segue como uma das referências em usabilidade.
PONTO POSITIVO: Amplo espaço interno, opção de motores a gasolina e diesel e ótimo pacote de itens de segurança.
PONTO NEGATIVO: Custo de peças e desvalorização ainda são elevados em relação a boa parte dos rivais.
No Brasil há quatro anos, o Q5 tem consumo médio de 10,5 km/l na cidade e 13,5 km/l na rodovia. Na aceleração, é capaz de fazer o zero a 100 km/h em 6,3 s. Com um dos seguros mais em conta, pode ser ótima opção para quem procura um SUV cuja manutenção é até R$ 20 mil mais barata que a de um BMW. Ele é confortável e divertido ao mesmo tempo, mas na versão básica faltam itens de fábrica comuns para um carro desse preço. Por isso, a configuração escolhida foi a Prestige Plus, que traz ar-condicionado de três zonas, teto solar panorâmico e banco com memória de ajuste.
Das seis versões do BMW X3, apenas duas entram na faixa de preço do Qual Comprar, ambas com motor 2.0 turbo de 252 cv, que garante um zero a 100 km/h em 6,3 s. As marcas de consumo são boas: foram registrados 9,3 km/l na cidade e 10,5 km/l na rodovia. A versão de entrada já traz um bom pacote com controles de tração e estabilidade, faróis de LED, teto solar panorâmico e câmera traseira. Porém, a manutenção do SUV é cara — a cesta de peças passa dos R$ 50 mil e as revisões, de R$ 10 mil. Uma reestilização do modelo feito em Araquari (SC) é esperada para o ano que vem .
Em 2019 o Edge passou a ser oferecido apenas na versão ST, equipada com o novo V6 2.7 EcoBoost de 335 cv. Na época, o preço encostou no do Mustang, mas agora o muscle car já está R$ 35 mil mais caro. O desempenho do SUV não chega tão perto, embora faça o zero a 100 km/h em 6,6 s, o que é admirável para um carro com mais de duas toneladas. Em consumo faz 7,3 km/l na cidade e 9,4 km/l na rodovia. Bem equipado, tem telas de 8" para os passageiros de trás e sistema de direção semiautônoma. É o SUV que tem as revisões mais baratas, R$ 7.140, além de baixa desvalorização.
O Santa Fe só traz uma versão com motor 3.5 V6 de 280 cv. Os números são bons, mas o consumo é alto. Em média, roda 6,7 km/l em ciclo urbano e no rodoviário não passa de 9,2 km/l. A vantagem do SUV sul-coreano é que, entre todos da categoria, é um dos que têm menor custo de cesta de peças: R$ 19.503. Com capacidade para até sete pessoas, o utilitário oferece faróis de LED, câmera 360º, teto solar e detector de ponto cego. A Hyundai apresentou o novo Santa Fe na Europa e nos EUA, mas ainda não tem previsão de trazê-lo ao Brasil, já que o atual modelo chegou em 2019.
O E-Pace é tão interessante quanto o F-Pace. A versão intermediária R-Dynamic S é a mais atraente: com motor 2.0 turbo de 250 cv é capaz de acelerar de zero a 100 km/h em 6,4 s. A opção tem acabamento e estilo dignos do requinte da Jaguar, e o espaço é bom. Traz DRL de LED, bancos esportivos, mostradores digitais, monitor de fadiga, assistente de permanência em faixa e retrovisores com aquecimento. O seguro do E-Pace é o mais barato da categoria, R$ 4.695, e as revisões estão na média. Porém, o custo da cesta de peças está entre os mais caros, chegando a R$ 43.442.
O Discovery Sport mudou de visual e ganhou equipamentos na linha 2020. A opção com motor 2.0 turbodiesel TD4 SE foi a escolhida, já que é muito bem equipada e tem melhor custo/benefício, com preço abaixo dos R$ 300 mil. Traz seis airbags, câmeras 360 graus, borboletas no volante, chave presencial, bancos elétricos e teto solar panorâmico. O zero a 100 km/h é feito em 9,7 s e o consumo é ótimo: 10,9 km/l na cidade e 13 km/l na estrada. O espaço é bom para cinco e a direção é equilibrada. Porém, tem o menor porta-malas da categoria e o valor da cesta de peças é altíssimo.
O Evoque traz mais requintes do que nunca na nova geração. O visual foi repaginado totalmente, mas a identidade bem-sucedida do original foi mantida, além da adição de novos itens como câmeras 360º e Ground View (ou "capô transparente"), capaz de mostrar o terreno onde as rodas dianteiras estão passando. Esse recurso fez seu valor sofrer um salto, tanto que só a versão R-Dynamic SE entra na faixa de preço. O SUV faz o zero a 100 km/h em 7,5 s, mas tem alto consumo: média de 8,9 km/l. Seguro e revisões estão na média, já a cesta de peças ultrapassa os R$ 50 mil.
O Pajero Full não tem data para sair de linha no mercado brasileiro, mas esse dia não deve estar muito longe. No Japão, o SUV já não é mais vendido desde julho. Mais do que veterano, o utilitário grandalhão tem um ótimo espaço e, se seu futuro está na corda bamba, um dos motivos que podem fazer a diferença em relação aos rivais é seu baixo custo de manutenção, com o menor valor de cesta de peças e um seguro aceitável. O motor de 250 cv dá para o gasto, mas o V6 incomoda quando a discussão é sobre consumo: são 5,3 km/l de gasolina na cidade e 6,7 km/l na estrada.
O jipão para até sete ocupantes tem a base da picape L200, com a qual compartilha o bom motor 2.4 de 190 cv. A nova geração desagradou no estilo traseiro, reformado recentemente, especialmente no que diz respeito às lanternas. A versão é bem equipada, com seis airbags, faróis de LED, controle de cruzeiro adaptativo, entre outros itens. O consumo é bom: são 8,9 km/l na cidade e 11,7 km/l na rodovia. Já o desempenho é razoável (zero a 100 km/h em 11,5 s, mais baixo que da SW4). Assim como o Full, o Sport tem a cesta de peças barata, a segunda mais em conta da lista.
De todos os utilitários da lista, a estrela da companhia é o Macan. Afinal, é um Porsche e, mesmo dentro do segmento premium, a marca é diferenciada. Com o mesmo motor 2.0 que equipa modelos da Volkswagen e Audi, sua aceleração de zero a 100 km/h acontece em 6,7 s. O consumo não é dos melhores, são 7,2 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada. Muito bem equipado, o SUV esportivo peca pelo túnel central, que diminui o espaço para as pernas do quinto passageiro, mas o bagageiro está na média: 500 litros. Sua desvalorização é a mais baixa, porém as revisões são as mais caras.
O SUV topo de linha da Volvo com capacidade para até sete passageiros tem apenas a versão T6 Momentum na linha de corte do Qual Comprar. O utilitário é equipado com motor a gasolina de 320 cv de potência e, mesmo na versão de entrada, tem um belo pacote de tecnologias semiautônomas, como controle de cruzeiro adaptativo. E ainda esbanja conforto e refinamento. O consumo declarado do XC90 é de 7,5 km/l na cidade e 9 km/l na rodovia. Além do consumo elevado, o sueco tem o maior seguro e as peças mais caras da categoria, mas o conjunto o torna uma excelente opção.
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