Volvo XC40 híbrido faz até 50 km/l e chega em 2020 abaixo dos R$ 240 mil
O SUV será o híbrido do tipo plug-in mais acessível do fabricante
Por Julio Cabral
Os planos de eletrificação da Volvo estão cada vez mais ambiciosos. Executivos da marca sueca conversaram com Auto News Brasil sobre os próximos movimentos da sueca durante o lançamento do novo S60 em Santiago, Chile.
"Atualmente, a Volvo tem 22% do portfólio eletrificado, número que vai dobrar no ano que vem", afirma Camila Mateus, head de marketing da Volvo no Brasil.
Além do XC60 T8, o aumento de volume dos eletrificados será amparado pelo modelo de maior sucesso da marca no mercado nacional: o Volvo XC40, que passará a contar com a versão T5 Twin Engine a partir do primeiro trimestre de 2020.
O SUV será o híbrido do tipo plug-in mais acessível do fabricante. Segundo apuração da Auto News Brasil, o seu preço ficará pouco acima do pedido pelo XC40 T5 R-Design (R$ 222.950), algo entre R$ 230 mil e R$ 240 mil. Bem abaixo dos R$ 254.950 pedidos pelo XC60 Momentum. O SUV maior também tem versão plug-in, porém o valor de R$ 299.950 a coloca em outro patamar.
Volvo XC40 híbrido faz até 50 km/l e chega em 2020 abaixo dos R$ 240 mil
O XC40 T5 Twin Engine será o primeiro modelo da gama com o novo motor 1.5 turbo de três cilindros. Em outras configurações, o motor T3 não é trazido, uma vez que faz mais sentido em mercados com regras de emissões ultra restritas. Mas o plug-in é outro bicho.
A começar pelo fato de ser um híbrido capaz de ser recarregado na tomada e que tem uma autonomia extensa no modo puramente elétrico.
Como em outros carros do tipo, o motor a combustão tem o auxílio de um propulsor elétrico. O 1.5 gera 180 cv e o seu par incrementa a conta com outros 82 cv. Com isso, são 262 cv de potência, contra 163 cv do T3 convencional. O torque combinado chega a 43,3 kgfm.
Ao contrário das demais configurações do XC40, o híbrido aposta em uma transmissão automática de dupla embreagem e sete marchas, enquanto os companheiros têm o conhecido câmbio automático convencional de oito velocidades.
O rendimento fica próximo dos 247 cv/35,7 kgfm do XC40 T5 convencional. Entretanto, o SUV a combustão tem desempenho mais afiado. Ele exige apenas 6,5 segundos para ir de zero a 100 km/h em e alcança 230 km/h, números melhores do que os 7,3 s e 210 km/h do TwinEngine.
Nesse ponto, o híbrido se aproxima mais da performance do T4 2.0 turbo de 190 cv. Nas arrancadas, o XC40 normal leva vantagem pela tração integral, recurso indisponível no plug-in.
O troco vem na hora da medição de consumo. O XC40 Twin Engine faz até 50 km/l, um número surreal quando comparado com os 12 km/l do parente a combustão (com gasolina pura). Somado a isso, suas emissões de CO² por km equivalem a ¼ do emitido pelo T5.
A economia é explicada pelo auxílio do motor elétrico. O XC40 é capaz de rodar até 46 km no modo elétrico. Seu pack de baterias de íon de lítio pode ser recarregado em tempos que vão de 3 horas (carregador rápido) a 9 horas (tomada doméstica).
Versão elétrica
Caberá o XC40 inaugurar a fase de elétricos puros da Volvo no Brasil. Ainda não revelado no exterior, o SUV deve começar a ser comercializado em 2020. Mas demorará mais um pouco para chegar ao nosso país. Por ora, não há uma previsão inicial, contudo a importação
para o mercado nacional é dada como certa.
A única questão é em relação à demanda pelo modelo em outros países, uma vez que o XC40 tem uma demanda ainda não atendida pelo volume de produção. A situação vai mudar com a produção do utilitário na China.









