Por que a nova geração do Peugeot 208 não se chama 209?
Marca francesa decidiu quebrar a tradição do último algarismo em referência a geração de cada modelo - e isso vale para toda a linha
Por Raphael Panaro
BMW com tração dianteira, SUV da Ferrari e Mercedes-Benz fazendo picape...
Esse mundo automotivo já foi fiel às tradições, mas hoje não é mais assim. A Peugeot também tinha suas convicções: desde 1929, com o 201, a marca francesa adotou três dígitos para designar seus automóveis.
E o último número sempre se refere (o se referia) a geração do modelo. Então por que não chamar de 209 a recém-lançada nova geração do hatch?
A resposta é bem simples: a marca definiu que não mais alteraria os últimos números para batizar as novas gerações. Ou seja, mesmo para os modelos futuros, eles continuarão se chamando 208, 308, 5008... A Peugeot não quebra totalmente a tradição instaurada em 1929, com o 201. Mas a interrompe.
Não teremos um 5009, 3009, 109 ou 2009. Porém, nada muda na classificação dos modelos dentro da linha. O primeiro algarismo continua representando o porte. O 1, por exemplo, é de subcompactos; 3 é usado para os médios e assim sucessivamente. O segundo número (o zero) é tido apenas com um elo entre o primeiro e terceiro. Aí fica outra pergunta: mas por quê?
309
É justamente por esse modelo que Peugeot desistiu de avançar os dígitos de seus carros. Em 1985, a fabricante lançou o três-volumes, uma variante do 205. Em 2012, quando se deparou com a nova geração do 308, a “nomenclatura” 309 não estava mais disponível. E assim mais um dogma da indústria foi lesado.









