Novo Jeep Wrangler tem o motor que o Compass gostaria de ter e parte de R$ 259.990
Motorização 2.0 turbo será aplicada no Cherokee, mas os modelos nacionais terão um novo 1.3 turbo no futuro
Por Julio Cabral
O novo Jeep Wrangler já pode ser encomendado no Brasil e chega com preços a partir de R$ 259.990 para a versão Sahara de duas portas. O utilitário também está disponível na configuração Sahara Overland, diferenciada pelas quatro portas e pelo preço de R$ 274.990. As entregas começam em abril. A data de pré-venda foi antecipada por Auto News Brasil.
Entre as novidades, a maior é a adoção do novo motor 2.0 turbo, que substitui o antigo V6 3.6 Pentastar. Com quatro cilindros, o motor turbinado gera 271 cv e 40,8 kgfm de torque a 3.000 rpm. O antigo seis cilindros pode ganhar na potência (285 cv), mas perde no torque (35,9 kgfm a 4.300 rpm), menor e disponível em uma faixa mais elevada.
Afora o propulsor, o Jeep ganhou ainda o câmbio automático de oito marchas - o antecessor tinha apenas cinco velocidades. Isso ajuda a baixar o consumo e também dar uma mão nas primeiras marchas, que podem ser encurtadas para melhorar as arrancadas e retomadas.
É o motor que gostaríamos de ter no Compass, mas a espera será compensada apenas pelo novo 1.3 turbo. A novidade fica para a reestilização de 2020/2021, que também deve ganhar versão de sete lugares (revelada por Auto News Brasil). Como compensação, teremos o Cherokee reestilizado com o 2.0 turbo do Wrangler.
Além das quatro portas, a versão top Overland é diferenciada por outros detalhes de estilo. Ela tem capota rígida e extensões dos para-lamas pintadas na cor da carroceria, enquanto o Sahara convencional aposta no tom preto.
A marca ainda tem na manga a Rubicon, versão que homenageia no nome a famosa trilha nas Montanhas Rochosas, um dos parques de diversão off road mais usados pela Jeep em eventos. A chegada do Rubicon está confirmada para o segundo semestre deste ano e o preço será divulgado mais para a frente.
O desenho manteve muito do antigo, contudo o Wrangler apenas faz referência ao Jeep Willys de 1941 e seus antecessores. Os faróis são de LEDs, mais mal-encarados, mesma iluminação repetida nas lanternas. E boa parte da carroceria é de alumínio, o que garantiu um peso até 90 kg menor.
Claro que ainda há espaço para os pontos mais tradicionais. O Wrangler até encara melhor um shopping e está mais refinado no asfalto (confira o nosso teste com a nova geração), mas continua a ser um Jeep para as trilhas, com tração 4X4 com reduzida e gana para escalar paredes. As portas e teto podem ser retirados inteiramente e o para-brisa é rebatível.
E a picape Gladiator?
Por sua vez, a picape Gladiator está descartada. O grupo FCA tem planos diferentes para esse nicho. A começar pela RAM 1500, que vai chegar com motor turbodiesel em breve. A Fiat ainda planeja construir uma picape média na fábrica de Goiana, Pernambuco, onde são feitos o Renegade, Compass e Toro. Será um projeto compartilhado com a Dodge Dakota.









