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Carros

Por Diogo de Oliveira


Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Depois do Dieselgate, o escândalo de fraude de emissões da Volkswagen, no fim de 2015, outra grande maracutaia na indústria automobilística parecia improvável. Mas só parecia. No dia 19 de novembro de 2018, o franco-brasileiro Carlos Ghosn, então CEO da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, foi preso ao desembarcar no Japão sob suspeita de sonegação fiscal e uso pessoal de ativos das empresas. A notícia chocou a indústria.

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Ghosn era presidente executivo da Nissan desde 2001, e pavimentou sua trajetória na empresa de forma sólida, sendo considerado o "salvador" da marca, após livrar a montadora japonesa da falência ao estabelecer a união com a Renault.

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Em 2017, Ghosn deixou o posto na Nissan para assumir a chefia da Aliança, que cresceu em 2016 com a aquisição da Mitsubishi. O negócio (dizem nos bastidores) movimentou R$ 7,2 bilhões.

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Essa é daquelas histórias até difíceis de acreditar. Ghosn acabou demitido da Nissan, mas até a edição deste artigo a montadora não havia definido o seu substituto. Em comunicado oficial, a empresa reafirmou sua transparência com as sócias Renault e Mitsubishi, mas a francesa, que é a maior acionista da Nissan, manteve Ghosn no comando da Aliança e exigiu a convocação de uma assembléia geral de acionistas para definir o futuro.

Aos 64 anos, Carlos Ghosn passará o Ano Novo na mesma cela que ocupa desde que sua prisão preventiva foi executada. O executivo nasceu no Brasil, porém é cidadão francês e descendente de libaneses. Junto com ele foi preso o auxiliar direto, Greg Kelly, que foi solto durante o Natal após pagamento de fiança. Em 10 de dezembro, uma investigação interna apontar que Ghosn omitiu quase 5 bilhões de ienes (R$ 172,2 bi) em suas declarações de renda às autoridades japonesas entre 2010 e 2015.

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Sergio Marchionne e Mike Manley (CEO Jeep) (Foto: divulgação) — Foto: Auto Esporte
Sergio Marchionne e Mike Manley (CEO Jeep) (Foto: divulgação) — Foto: Auto Esporte

O fim da era Marchionne

A indústria automobilística perdeu, em 2018, um de seus expoentes. Aos 66 anos, o ítalo-canadense Sergio Marchionne, considerado quase um popstar entre os executivos das montadoras, morreu repentinamente.

Foram poucos dias entre o afastamento da presidência da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e o óbito. Marchionne ficou famoso por salvar a Fiat da falência e foi o responsável pela compra da falida Chrysler, em 2014.

Volkswagen Virtus começa a ser produzido na fábrica da Anchieta (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Volkswagen Virtus começa a ser produzido na fábrica da Anchieta (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

O ano em que o país parou

Uma greve em escala nacional e com consequências graves. No fim de maio deste ano, os caminhoneiros paralisaram as principais rodovias do Brasil por alguns dias. O movimento gerou uma crise de abastecimento gravíssima, e produziu uma corrida aos postos de combustíveis — só quem tem carro a gás não sofreu tanto no período. Até a indústria parou: sem peças para produzir, as fábricas de carros desligaram as máquinas.

Exclusivo: Primeiro acidente com vítima do caso Takata é registrado no Brasil (Foto: Tiago Ferreira / Arquivo pessoal) — Foto: Auto Esporte
Exclusivo: Primeiro acidente com vítima do caso Takata é registrado no Brasil (Foto: Tiago Ferreira / Arquivo pessoal) — Foto: Auto Esporte

Airbags "mortais" no Brasil

Auto News Brasil noticiou com exclusividade em setembro o primeiro caso envolvendo airbags defeituosos da Takata no Brasil. O policial Tiago Ferreira, de 32 anos, ia para o trabalho ao volante do seu Honda Civic 2007 quando bateu na traseira de um Toyota Etios.

Era para ser um acidente leve, já que o sedã estava a menos de 50 km/h, mas Tiago foi levado ao centro cirúrgico de um hospital em Feira de Santana (BA) com um extenso corte no peito.

Retrospectiva 2018: cinco fatos marcantes da indústria automobilística

Retrospectiva 2018: cinco fatos marcantes da indústria automobilística

Inicialmente pensou-se ser um "projétil de arma de fogo", mas depois descobriu-se que o ferimento fora causado por fragmentos metálicos lançados após o airbag estourar. São os mesmos equipamentos que mataram ao menos 20 pessoas em outros países, e motivaram o megarecall global de airbags fabricados pela Takata — a empresa hoje é chamada de Joyson Safety Systems. Entenda o caso vendo o vídeo acima!

Tesla (Foto: divulgação) — Foto: Auto Esporte
Tesla (Foto: divulgação) — Foto: Auto Esporte

Os 140 caracteres malditos

Em agosto deste ano, um tuíte do empresário Elon Musk colocou a Tesla em xeque. As ações da empresa sofreram um baque após o bilionário acenar na rede social com a possibilidade de fechar o capital e tirar a Tesla da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Musk estaria negociando com o fundo soberano da Arábia Saudita (instituição ligada ao governo local) para retirar a fabricante do mercado financeiro norte-americano. Dias depois, o empresário voltou atrás e afirmou que a Tesla seguirá com capital aberto.

SpaceX (Foto: ) — Foto: Auto Esporte
SpaceX (Foto: ) — Foto: Auto Esporte

Ao infinito e além

Elon Musk se envolveu em polêmicas, mas protagonizou um dos momentos mais incríveis dos últimos anos, à frente de sua engajada SpaceX. O foguete Falcon Heavy decolou (sem explodir) no começo de fevereiro com um Tesla Roadster a bordo.

O esportivo foi a "carga de teste" da aeronave, que é considerado o veículo aeroespacial mais potente do mundo em atividade. Mas o modelo não foi o primeiro carro a ir para o espaço!

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