Renault Kwid nacional terá airbags laterais e sistema Isofix de série
Hatch compacto também terá a estrutura reforçada por aqui em relação ao modelo vendido na Índia
Por Guilherme Blanco Muniz
O Renault Kwid que vai ser fabricado no Brasil ainda este ano será equipado com airbags laterais e sistema Isofix para fixação de cadeirinhas desde a versão de entrada. Além disso, o carro ganhará reforços na sua estrutura (monobloco) e será fabricado com chapas de aços de alta resistência. Como consequência, deve pesar cerca de 800 kg, 20% mais pesado do que o Kwid vendido na Índia.
Essas mudanças visam aumentar a segurança do Kwid vendido por aqui. Primeiro porque a legislação brasileira exige que os carros novos sejam equipados em todas as versões com freios ABS e airbags dianteiros duplos - na Índia, o modelo não tem esse tipo de freios e é vendido em algumas configurações sem bolsas de segurança.
A segunda razão é evitar o mal desempenho que o compacto teve nos testes de colisão feitos pelo Global NCAP. O modelo recebeu nota zero na proteção a adultos e apenas duas estrelas na segurança de crianças, tanto pela falta dos itens, como por sua estrutura, considerada instável. "A estratégia da Renault prevê a utilização de plataforma mundial em seus modelos, mas com desenvolvimentos específicos para cada mercado", explica a assessoria de imprensa da Renault do Brasil.
Diferenciais
Ainda não é possível saber se os reforços na estrutura serão suficientes para fazer do compacto um modelo bem avaliado pelo Latin NCAP, órgão responsável por testas os carros vendidos no mercado latino-americano. Mas, os airbags laterais adicionais serão uma exclusividade do Kwid no segmento.
O modelo chegará ao mercado para brigar principalmente com o Volkswagen up! e com o Fiat Mobi. O carro da Fiat ainda não foi testado pelo Latin NCAP e não oferece equipamentos de segurança além dos airbags duplos e freios ABS exigidos por lei. Já o up! não é equipado com os airbags laterais nem como itens opcionais, mas é o primeiro compacto produzido no Brasil a conquistar cinco estrelas na proteção a adultos e outras quatro na segurança de crianças.
O que esperar?
Segundo registro feito no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o hatch será vendido nas versões Urban, Life, Iconic, Zen e Intens. Ainda não está claro como cada uma delas será posicionada na gama, mas espere por uma configuração topo de linha por volta de R$ 43 mil. A estratégia da Renault será a de não canibalizar o Sandero, que seguirá sendo vendido como carro superior ao Kwid. Atualmente, ele tem versão inicial de R$ 41.100.
Com 3,68 m de comprimento, o Kwid é 8 cm mais comprido que o up! (3,64 m) e 12 cm maior do que o Mobi (3,56 m). Em entre-eixos, o espaço será idêntico ao do carro da Volks (2,42 m), mas também 12 cm maior do que o do modelo da Fiat (2,30 m). Entre o asfalto e o assoalho haverá 18 cm de altura e, caso seja mantido em 300 litros, o porta-malas do Kwid promete ser o mais amplo da categoria (ante 235 l do Mobi e 285 l do up!).
Inicialmente, o motor deve ser o mesmo 1.0 do Clio, com 80 cv de potência, e câmbio manual. Por ser leve, o Kwid não deve sofrer com esse conjunto. Está nos planos da Renault equipá-lo com um 1.0 tricilíndrico, que está em desenvolvimento, e garantiria melhores índices de consumo. A longo prazo, o hatch pode ser equipado com um motor 0.8 três cilindros, que ainda não foi confirmado mas está em fase avançada de projeto.









