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Carros

Por Julio Cabral


Puma AM4 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Puma AM4 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

A Puma praticamente virou sinônimo de fabricante de veículos fora de série no Brasil. Durante décadas a marca fez sucesso com pequenos esportivos com motores VW refrigerados a ar, além do mais potente GTB movido pelo 4.1 Chevrolet. Porém, a crise bateu antes mesmo da abertura do mercado. Após passar pelas mãos da Araucária veículos, a Puma foi vendida em para a Alfa Metais Veículos nos anos 80. Nessa década, a marca já havia apresentado o P-18, versão modificada do esportivo original. No lugar do 1.600 original entrava o 1.700 também refrigerado a ar, equipado com comando de válvulas mais brabo P2, mas dispensava o esquema de suspensão dianteiro McPherson da Variant II. Claro que havia kits que permitiam expandir essa litragem a até 2.0, o que melhorava e muito o fôlego do pequeno.

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Foi esse projeto que serviu de base para os AM1 (cupê) e AM2 (conversível) feitos pela AMV. O problema era que a nova proprietária voltou a recorrer ao motor original de 1.584 cm³ e apenas 44 cv de potência e 10,1 kgfm de torque. Mesmo com 750 kg proporcionados pela carroceria de poliéster reforçada com fibra de vidro, não era o tipo de cavalaria capaz de levar o Puma AM a mais de 140 km/h com facilidade. Havia itens de conforto para ajudar a aplacar essa sensação de morosidade, kit que inclui até ar-condicionado. Quem quisesse mais desempenho poderia recorrer à preparação, já que na época era fácil encontrar receitas prontas de veneno para os boxers a ar da VW.

Em 1988, isso começaria a mudar com o AM3. Pediu água, como os modelos de grande vendagem da Volkswagen no período, no caso o conhecido AP 1.6 com refrigeração líquida. As adaptações incluíram radiadores instalados junto ao motor na traseira. A fase final ainda guardaria o AM4 de 1989. Foi o Puma de série mais potente de todos. Vinha com o maior AP 1.8 com dupla carburação do Gol GTS, entradas de ar maiores nas laterais traseiras e o retorno da opção conversível. Gerava 90 cv e 14,5 kgfm de torque. Para contrapor, era bem mais pesado que os AM1, com 950 kg. Pior que o acréscimo de peso era o lugar onde ele foi depositado: basicamente na traseira. Perdeu em comportamento dinâmico. Mas o que vitimou o carro foi a abertura das importações. Mais caro que os nacionais de produção em série, entrava na seara dos importados mais sofisticados. Segundo dizem, apenas 17 unidades do AM4 foram produzidas até o último ano/modelo de 1993.

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Puma AM1 e AM2 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Puma AM1 e AM2 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

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