Clássico do dia: Fiat Coupé
Por Julio Cabral
Chris Bangle já era famoso antes mesmo de desenhar modelos da BMW. Antes de entrar para a marca alemã, o designer trabalhou para o Centro de Estilo da Fiat, onde ganhou créditos por desenhar o estiloso Coupé. O cupê surgiu em 1993 na Europa, onde torceu pescoços desde o primeiro momento. O estilo era matador: as formas lembravam as Ferrari do período, só que tudo por uma fração do preço. Não havia a mesma sofisticação mecânica dos modelos de Maranello - foi-se a época em que ambas marcas compartilhavam mecânica. Para alguns, isso pouco importava. Na Europa, havia mais opções de motorização, de um singelo 1.8 16V de 128 cv a um esquentado 2.0 16V turbo de 190 cv. Mas quando chegou ao Brasil em 1995, o Coupé investiu apenas na versão aspirada do último. Com 137 cv de potência e 18,4 kgfm de torque e câmbio manual de cinco marchas (a mesma mecânica do Tipo 2.0 16V), o esportivo não era tão esportivo quanto suas linhas levavam a crer. O zero a 100 km/h era cumprido em 9,3 segundos e a velocidade máxima chegava aos 206 km/h, segundo dados oficiais. O interior tinha espaço bom para dois adultos na dianteira e duas crianças na traseira, além da atmosfera desenhada pela Pininfarina, responsável também pela produção em pequena escala do modelo. A Fiat importou para a diretoria alguns exemplares do modelo Turbo, com direito a diferencial de deslizamento limitado. O modelo mais brabo ainda receberia uma versão com o motor cinco cilindros introduzido pelo Marea com 20 válvulas e 220 cv. Tudo isso passou longe do Brasil. O Fiat Coupé foi importado até 1997 em uma tiragem total de 1.124 carros. Não é raro encontrar um desses com escudos da Ferrari, prova de que imagem pode ser tudo.
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