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Carros

Por Julio Cabral


Jaguar XJ220 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Jaguar XJ220 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

O resultado do trabalho extra sempre é bem-vindo para qualquer empresa. Ainda mais quando o resultado é tão sensual quanto o Jaguar XJ220. O superesportivo foi criado pelo chamado Saturday Club, o clube dos sábados que reunia engenheiros da marca britânica em torno de novos projetos. Capitaneado pelo chefe de engenharia da Jaguar, Jim Randle, o grupo construiu a proposta de um superesportivo que teria todas as tecnologias de ponta que estavam sendo instaladas nos modelos de alto desempenho, como tração nas quatro rodas e motor V12 6.2. Só que até o projeto entrar em linha em 1993, a maioria dessas firulas ficaram de fora. E nem eram necessárias. O cupê tinha estilo baixo e motor V6 3.5 biturbo instalado na posição central-traseira. A figura alongada de 4,86 metros tinha 1.580 kg para 507 cv de potência a 7.200 giros. O torque era uma patada de 65,3 kgfm a 4.500 rotações, regidos por um câmbio manual de cinco marchas. Se bem trabalhada, a caixa ajudava o XJ a arrancar até os 100 km/h em cerca de 4 segundos. Mas o número 220 que o batizava fazia sentido mesmo ao se alcançar a velocidade máxima de 354 km/h ou 220 milhas por hora. Foi o supercarro mais rápido do mundo até o Bugatti EB110 tirar o seu título apenas para perder o cinturão para o McLaren F1. Porém, isso não diminui a história desse Jaguar que ainda deixa o XK-RS atual no chinelo.

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Jaguar XJ220 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
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