Clássico do dia: Subaru SVX
Por Julio Cabral
Os Subarus são reconhecidos por qualidades como durabilidade, qualidade de construção e comportamento dinâmico. Ousadia e luxo não são palavras normalmente associadas ao fabricante japonês. Mas isso não impediu os planos da marca de ingressar no segmento de esportivos em 1991, quando lançou o sofisticado SVX. Conhecido como Alcyone SVX no Japão, o cupê estreou ainda como conceito no Salão de Tóquio de 1989, dois anos antes do lançamento comercial. Ao contrário do Alcyone anterior, esse aqui tinha jeitão de OVNI. O estilo cunhado por Giugiaro era o grande chamariz e combinava linhas aerodinâmicas (Cx de apenas 0.29) e cabine envolvente, que mais parecia o cockpit envidraçado de um caça. Era envidraçado ao ponto das janelas subdivididas descerem apenas um pouquinho. Tal como os aviões de combate, o Subaru tinha desempenho afiado. O motor era boxer, como manda a tradição do fabricante, porém com seis cilindros contrapostos. O 3.3 24 válvulas gerava 240 cv de potência e 31,5 kgfm de torque, despejados nas quatro rodas como manda a cartilha da marca da constelação. Porém, não se tratava de um esportivo purista e sim um grã turismo, o que explicava o uso compulsório de câmbio automático de quatro marchas. Ainda assim, o SVX arrancava da imobilidade aos 100 km/h em cerca de 7,5 segundos e chegava perto dos 250 km/h. Fez bonito, mas saiu de linha em 1996 sem deixar sucessores.
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