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Por Michelle Ferreira


Viagem Auto News Brasil ao Parque Nacional de Itatiaia (Foto: Marcos Camargo) — Foto: Auto Esporte
Viagem Auto News Brasil ao Parque Nacional de Itatiaia (Foto: Marcos Camargo) — Foto: Auto Esporte

Países de altitude elevada têm vantagem no futebol. Em um jogo entre Bolívia e Brasil em La Paz, por exemplo, a equipe brasileira sofre mais do que o time adversário. No mundo dos carros, não é diferente e o motivo é o mesmo: falta oxigênio. Se no futebol os jogadores ficam sem fôlego, nos carros os motores ficam sem ar para a combustão. Mas não precisa se desesperar, o seu veículo está preparado para isso. Não é preciso nenhuma modificação.

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“Nos carros modernos, com injeção eletrônica, o próprio sistema se ajusta conforme a altitude. Não é preciso fazer nenhuma mudança. Antigamente, era necessário”, afirma Valter Nishimoto, engenheiro mecânico. Antes da eletrônica, era preciso calibrar a quantidade certa de combustível na queima, que varia com a quantidade de oxigênio disponível. Nos carros modernos, essa adaptação é feita eletronicamente. A lógica é a seguinte: quanto maior a altitude, menor a quantidade de oxigênio, o que exige menos combustível.

“As montadoras testam os carros em todas as situações: extremo frio, extremo calor, entre outros”, afirma Henrique Pereira, membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto da SAE. De acordo com o engenheiro, os testes de altitude no Brasil são feitos no Pico do Itapeva, em Campos do Jordão, que fica a 2.030 metros de altitude.

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Mas o motorista não sentirá nada? “Em alguns modelos, o carro perde potência e é necessário pisar mais para ter desempenho. Assim quando caminhamos nesses locais, cansa muito mais”. Mas e os carros turbo? Como já era de se esperar, os motores turbo alimentados sofrem menos. O turbocompressor consegue pressurizar e comprimir o ar para dentro dos cilindros e, dessa forma, compensar a deficiência de oxigênio. Ou seja, perde muito menos potência.

Altitude elevada? Veja a lista e confira:

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Argentina (Buenos Aires, 30 metros acima do nível do mar)
Bolívia (La Paz, 3.600 metros)
Brasil (Rio de Janeiro, 5 metros)
Chile (Santiago, 520 metros)
Colômbia (Bogotá, 2.600 metros)
Equador (Quito, 2.800 metros)
Paraguai (Assunção, 60 metros)
Peru (Lima, 90 metros)
Uruguai (Montevidéu, 30 metros)
Venezuela (Caracas, 1.000 metros)

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