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Por Marcus Vinicius Gasques


Carro Voador - Autocrítica (Foto: Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte
Carro Voador - Autocrítica (Foto: Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte

Segurança no trânsito é um tema periódico que se lê, vê e ouve na imprensa. Mas o comum é acompanhar o comentário ou análise de alguma autoridade ou especialista no assunto. Por isso, chamou minha atenção ouvir um debate sobre o tema em um podcast produzido por e com a participação de jovens. Léo Bruski, criador e editor-chefe do podcast Aerolitos, elegeu um tema menos comum nesses programas: “Qual o preço de sua pressa?”

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A gravação foi ao ar pela primeira vez em maio de 2013. Tema envelhecido? Lamentavelmente, não. Ao contrário, o trânsito pode ter piorado nesses quase dois anos. Dados e estatísticas de acidentes, feridos e mortos são atrasados e falhos no Brasil. Os dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, do Ministério dos Transportes, estão estacionados em 2011. E são preliminares.

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Bruski e seus convidados Bruna Alves, Daniel Amaro e Edwazah falam por quase uma hora sobre as crescentes dificuldades de deslocamento em grandes e pequenas cidades, excesso de velocidade, embriaguez ao volante e acidentes. Os relatos da perda de amigos e parentes se sucedem com transparência: alguns foram vítimas da própria imprudência. A conversa tem um tom nada acadêmico, está mais para um papo sério entre amigos: “Ao final da gravação desse podcast, cinco pessoas vão ter morrido no trânsito”, comenta Bruski.

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Seu relato é importante. Muita gente tem a percepção, ao ouvir falar em feridos em um acidente, de que sua gravidade foi menor. Não é bem assim, relata Amaro, motociclista de Brusque (SC). Ele conta no podcast as consequências de um acidente causado pela conversão errada de um caminhão. Dois anos, 11 cirurgias, uma placa de platina, 36 parafusos, implantes de pele e osso, e ainda em recuperação, Amaro voltou ao trabalho: “Se não estivesse equipado, de luvas, de bota, com um bom capacete, eu não estava mais aqui para contar essa história para vocês”.

A conclusão dos participantes do Aerolitos: é preciso permanentemente praticar direção defensiva, estar sempre dirigindo por si mesmo e pelos outros. Uma afirmação nada diferente do que se ouve da parte de especialistas em segurança no trânsito, mas que ganha força quando vem daqueles que mais se transformam em estatísticas de acidentes.

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