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Carros elétricos e híbridos

A indústria chinesa aquece os motores para uma nova era na eletrificação. Depois de lançar inúmeros carros híbridos e elétricos por meio de suas joint-ventures locais, a Volkswagen faz os últimos ajustes para apresentar o ID.Era, seu primeiro carro híbrido em série (EREV).

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Quem antecipa a novidade é Ralf Brandstaetter, CEO da Volkswagen China, ao compartilhar uma foto ao lado de um protótipo do ID. Era ainda camuflado. Sua apresentação oficial, provavelmente, acontecerá no Salão de Pequim de 2026, mas diversas informações já foram antecipadas pela marca.

Volkswagen ID.Era foi apresentado no Salão de Shanghai como protótipo — Foto: Divulgação
Volkswagen ID.Era foi apresentado no Salão de Shanghai como protótipo — Foto: Divulgação
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O ID. Era é um projeto colaborativo da Volkswagen com a Saic, sua maior parceira no mercado chinês. Foge um bocado do visual dos carros vendidos pela marca alemã na Europa e até no Brasil, terá design próprio, com linhas futuristas, ângulos retos e muitos filetes de LED na dianteira.

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A proposta tem um quê de ID.Cross Concept, estudo apresentado no último Salão de Munique e que antecipa a futura linhagem do T-Cross. Os modelos apresentam similaridades principalmente em seus faróis finos e diretamente integrados com barra horizontal de LED e nas lanternas que ocupam a largura total do carro e têm arranjo de iluminação com elementos retangulares. O logotipo da marca, nos dois veículos, é iluminado.

O conceito mostrado este ano no Salão de Shanghai antecipa o formato da carroceria — e, segundo Brandstaetter, o modelo de produção será praticamente idêntico ao protótipo. Mas o que realmente importa é a tecnologia inédita que o novo SUV estreia no Grupo Volkswagen.

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O primeiro carro híbrido em série da VW

Volkswagen e Saic ainda não divulgaram os detalhes técnicos do ID. Era, mas confirmam que o SUV será um híbrido em série (EREV, da sigla “Extended Range Electric Vehicle”). Neste arranjo, o veículo traz um motor a combustão que só será acionado quando a autonomia estiver baixa — ou seja, funcionando exclusivamente como um gerador, com a função de recarregar a bateria.

Portanto, a tração é sempre elétrica. Não há sequer uma conexão direta do motor a gasolina com as rodas. Atualmente, só o Leapmotor C10 tem uma tecnologia semelhante no Brasil.

Por enquanto, o novo ID.Era será um carro exclusivo do mercado chinês — Foto: Divulgação
Por enquanto, o novo ID.Era será um carro exclusivo do mercado chinês — Foto: Divulgação

O objetivo deste tipo de mecânica é entregar a experiência completa de um carro elétrico, mas sem a dependência constante dos carregadores. Se a autonomia cair, basta parar num posto e abastecer com gasolina. O motor gerador ficará responsável por alimentar a bateria, e o motorista poderá seguir o caminho tranquilamente.

Pode ser que este novo Volkswagen compartilhe seu pacote mecânico com o chinês IM LS6, da Saic. Neste caso, há uma bateria de 66 kWh alimentada por um sistema de 800V, proporcionando 670 cv de potência. Um motor 1.5 turbo a gasolina funciona exclusivamente como gerador. Em ciclo chinês, a autonomia elétrica declarada do LS6 sem uma só gota de gasolina no tanque é de 450 km.

Novas informações sobre o ID.Era serão divulgadas no Salão de Shanghai do ano que vem — Foto: Divulgação
Novas informações sobre o ID.Era serão divulgadas no Salão de Shanghai do ano que vem — Foto: Divulgação

O VW ID. Era terá dois bocais de abastecimento, como nos carros híbridos plug-in. O próprio C10, da Leapmotor, pode ser tanto plugado a um carregador quanto abastecido no posto de gasolina. Nem todo EREV tem essa característica.

Carro híbrido do futuro

Os híbridos em série ressurgem como alternativa para os motoristas que se preocupam com a infraestrutura de recarga. Dois experimentos diferentes, da BMW e da Nissan, se destacaram na última década.

O BMW i3 tinha versões com um pequeno motor a combustão que funcionava como gerador, mas concedia somente alguns poucos quilômetros de autonomia. Tratava-se de um recurso emergencial, usado somente para chegar a um carregador sem o risco de ficar sem carga.

Já o Nissan Note trazia a tecnologia e-Power que chegou a ser testada no Brasil. Porém, diferentemente do Volkswagen ID. Era, o hatch japonês não podia ser plugado no carregador. O abastecimento ocorria apenas no posto de gasolina, embora a tração seja 100% elétrica.

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