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Carros elétricos e híbridos

Em meados de novembro, Auto News Brasil publicou, de forma exclusiva, que o motor 1.5 híbrido flex da BYD estava pronto e estrearia no Song Pro em 2025. Nesta segunda-feira (2), em evento nas obras da fábrica de Camaçari (BA), a marca chinesa confirmou de forma oficial que o SUV híbrido plug-in será o primeiro modelo da marca a usar tecnologia que permite ao motorista abastecer com gasolina, etanol ou eletricidade.

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Isso deve acontecer em agosto do ano que vem, quando não só os motores, como também os veículos, serão fabricados no local. Até lá, a produção será no esquema SKD (quando as peças chegam já prontas de fora) – o que irá ocorrer a partir de março. Além do Song Pro, já há kits do Dolphin Mini para montagem local, o que fará dele o primeiro veículo elétrico da marca montado no Brasil.

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O evento ocorre dias depois de a marca ser denunciada por condições inadequadas de trabalho na unidade baiana. Sobre o tema, questionado por Auto News Brasil, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da marca no Brasil, reforçou que os responsáveis tiverem seus vistos cancelados e foram afastados. “Não se tolera na BYD nenhum desrespeito às condições de trabalho”, disse.

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As etapas da fábrica da BYD

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  1. A primeira etapa de (re)construção do complexo que pertencia à Ford contempla a montagem em SKD de carros de passeio. Será finalizada em março, quando começa a montagem de kits de Song Pro e Dolphin Mini.
  2. A partir de agosto, a BYD promete ter "produção total”, com índice de nacionalização adequado, de cerca de 70%. Nessa etapa, setores de pintura e estamparia começarão a operar. É nela que o Song Pro sairá de linha com motor 1.5 a combustão com sistema híbrido flex.
  3. Outras fases de construção do complexo serão realizadas no futuro. Bom ressaltar que ônibus e caminhões também serão produzidos em Camaçari. Na unidade, também será feito o processamento de insumos para baterias, como o lítio.
  4. Não à toa, a BYD assume que alguns galpões da antiga fábrica da Ford poderão ser aproveitados em outras fases de expansão da planta por fornecedores. Stella Li, presidente da BYD nas Américas, afirma que o complexo será “altamente verticalizado”, e com a produção de componentes e baterias.

Maior planta da BYD fora da China, a fábrica de Camaçari terá 4,6 milhões de m² e foi comprada do Governo da Bahia por cerca de R$ 290 milhões. O complexo terá 28 novas instalações, entre galpões de produção, pista de testes e outras estruturas que vão ocupar uma área de cerca de 1 milhão de m².

Stella Li prometeu a abertura de dois mil postos de trabalho para janeiro e três mil novas vagas para março. Em agosto, para a fase de "produção total", a executiva disse que a empresa pretende contratar entre 6 e 8 mil profissionais. Além disso, garantiu que o complexo terá 20 mil funcionários até o fim de 2026.

Ficou mais potente?

Na cerimônia, a BYD apresentou a versão flex do motor 1.5 aspirado de quatro cilindros que atualmente equipa, além do Song Pro, Song Plus e King. A marca chinesa ainda não revelou informações sobre potência, torque e consumo do propulsor com etanol.

Em novembro, apuramos que poderia haver um ganho de algo em torno de 5 cv com o uso de etanol, por conta da diferença de curva de avanço exigida. Por exemplo, motor o 1.0 turbo flex da Fiat vai de 125 cv com gasolina para 130 cv com etanol. Já o Volkswagen 1.0 TSI flex, são 116 cv com gasolina e 128 cv com etanol, uma expressiva diferença de 12 cv.

No caso da BYD, ainda há outra questão. O motor 1.5 aspirado de quatro cilindros e 16 válvulas roda em ciclo Atkinson e não tem injeção direta. Caso vire flex, deve ficar um pouco mais potente quando usar o combustível derivado da cana.

Com gasolina, nada deve mudar. Por fim, também é preciso saber se a marca chinesa vai enfim padronizar os números do motor DM-i. Atualmente, são três níveis de potência e dois de torque, de acordo com o veículo no qual é aplicado. O Song Pro é o mais fraco dos três, com 98 cv e 12,4 kgfm. No Song Plus são 105 cv e no King, 110 cv. Nos dois últimos casos, o torque é sempre de 13,8 kgfm. Isso falando apenas do motor a combustão.

Quando os veículos combinam o motor elétrico, aí a potência máxima sobe para 209 cv (King GL), 223 cv (Song Pro GL) ou 235 cv (King e Song Pro GS, e Song Plus). Como são todos veículos híbridos com recarga externa, os chamados plug-in (PHEV), seriam os primeiros modelos híbridos plug-in flex do mercado brasileiro.

Novo atraso

Fábrica da BYD na Bahia vai começar a operar em 2025 — Foto: Divulgação
Fábrica da BYD na Bahia vai começar a operar em 2025 — Foto: Divulgação

Entre março e agosto, unidades do Song Pro com peças importadas serão montadas em Camaçari usando motores apenas a gasolina.

Após atraso de alguns meses, a nova previsão da BYD é montar unidades de verificação de processo e em formato SKD (quando as peças chegam já prontas de fora) em março de 2025, para começar a produção em série em agosto.

Motor turbo flex em estudo

BYD Song Plus Premium tem versão turbo do motor 1.5 — Foto: Divulgação/BYD
BYD Song Plus Premium tem versão turbo do motor 1.5 — Foto: Divulgação/BYD

Por fim, a BYD estuda tornar flex a variante turbo do motor 1.5 DM-i, usado no Brasil na picape Shark e pelo recém-lançado Song Plus Premium. Nos dois casos, o motor elétrico é instalado no eixo traseiro para garantir tração integral.

A potência da unidade a combustão varia, com 129 cv no SUV e 183 cv na picape. Com isso, o número combinado também muda. O Song Plus Premium rende 324 cv. Já a picape, a mais potente do Brasil, tem 426 cv.

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