Produção de veículos no Brasil cresce 8,4% em julho, diz Anfavea
Exportações continuam em baixa, com queda de 15,3% considerando o mesmo mês de 2018 - por outro lado, o número subiu 4,2% em relação a junho.
Por G1
A produção de veículos cresceu 8,4% em julho, de acordo com a associação que representa as montadoras, a Anfavea. A comparação é com o mesmo mês de 2018.
Durante o último mês, o melhor julho desde 2013, foram produzidos 266.371 carros, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus, contra 245.641 em julho do ano passado.
Comparado com junho, quando foram produzidas 233.150 unidades, o número é 14,2% maior.
Produção de veículos cresce 8,4% no país, em julho
As vendas de veículos aumentaram 12% em junho, na comparação com 1 ano atrás. Mais uma vez, quem mais contribuiu para a conta foram os caminhões, com aumento de 35,7% nos emplacamentos no período.
"Estamos com otimismo moderado. Temos que ter certo cuidado, mas existem elementos na economia atual que podem impulsionar um segundo semestre melhor", explica Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.
Entre os fatores positivos, segundo ele, estão a aprovação da Reforma da Previdência e a redução recente da Selic, a taxa básica de juros.
A entidade manteve as previsões para o ano, que são de crescimento de 9% na produção e de 11% nas vendas em relação a 2018.
Exportações: sobe e desce
A projeção para exportações neste ano já tinha sido revista em junho, quando a entidade passou a esperar uma queda maior, de 28,5%, também sobre o ano passado. O que pesa ainda é a crise na Argentina, maior cliente do Brasil.
Em relação a julho de 2018, o número de unidades de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus vendidas para o exterior caiu 15,3% - de 49.705 para 42.115.
Nos mesmos períodos, apenas o segmento de ônibus registrou crescimento, mesmo que pequeno: 0,8%. Para veículos e comerciais leves, houve queda de 15,3%, e de 29,7% para caminhões.
"Tivemos um crescimento importante em Colômbia e México, mas ainda são mercados pequenos para nós. Isso não compensa o impacto da Argentina", afirma Luiz Carlos Moraes.
Por outro lado, a quantidade cresceu 4,2% considerando o mês anterior, junho, quando 40.434 veículos saíram do Brasil.
"O mercado argentino caiu, até junho, no acumulado (do ano), quase 50% (na comparação com o mesmo período de 2018). Em julho contra junho, aumentou 36% (também porque o governo argentino colocou um programa com créditos mais em conta, com juros um pouco menores e tem disponibilidade de crédito", explicou o argentino Pablo di Si, presidente da Volkswagen América Latina, em entrevista à 3PWEBNews nesta terça (6).
"Não é que a Argentina esteja bem. Está melhorando em relação ao período de janeiro até junho. Por isso a exportação do Brasil caiu menos. E também tem algumas montadoras, como a Volkswagen, que começamos a exportar o T-Cross e o Virtus para outros mercados, por exemplo, México."









