GM cumpre acordo e processo por defeito na ignição chega ao fim nos EUA
Montadora pagou multa de US$ 900 milhões e aceitou passar por três anos de supervisão por um monitor independente. Defeito foi ocultado pela marca e está ligado a 124 mortes.
Por G1
A justiça federal de Nova York rejeitou nesta quarta-feira (19) o processo criminal movido contra a General Motors, em 2015. Somente em 2014 a montadora reconheceu publicamente o defeito na ignição de veículos que está ligado a 124 mortes, mesmo sabendo da falha há mais de uma década.
A juíza Alison Nathan aprovou uma solicitação apresentada na segunda-feira por promotores federais para indeferir a informação criminal de duas acusações.
Em 2015, a GM entrou em um acordo de processo depois de ser acusada de ocultar informações de autoridades do governo. A GM concordou em pagar uma multa de US$ 900 milhões e aceitar três anos de supervisão por um monitor independente.
Promotores federais disseram para a Juíza que a montadora cumpriu os termos do acordo. A GM pagou mais de US$ 2,6 bilhões em multas e acordos.
Como é o defeito?
A falha na ignição poderia desligar os motores mesmo com os veículos em movimento e evitar que os airbags fossem acionados em colisões.
O defeito, que está relacionado a 124 mortes e 275 feridos, provocou um recall iniciado em fevereiro de 2014 com 2,6 milhões de veículos, que foi estendido a mais de 15 milhões de veículos.
O porta-voz da GM, David Caldwell, disse em comunicado que o governo encerrou o monitoramento da empresa. Nenhum indivíduo foi acusado criminalmente, mas a presidente da GM, Mary Barra, demitiu 15 pessoas, incluindo oito executivos.
Autoridades federais disseram em 2015 que a GM escondeu o defeito mortal e poderia ter reduzido significativamente o risco, melhorando seu projeto principal ao custo de menos de US$ 1 por veículo.
GM ainda enfrenta alguns processos civis pendentes sobre a questão do interruptor de ignição, incluindo algumas reivindicações de perda econômica.









