Nova Triumph Speed Triple R 1050: a “hooligan” repensada
Naked de alta cilindrada da Triumph, a nova Speed Triple custa R$ 59.500
Por Guilherme Silveira
Naked de alta cilindrada da Triumph, a Speed Triple também entra em nova geração. Dona de um design mais agressivo na dianteira, graças ao novo farol com iluminação diurna de LED, a naked de comportamento hooligan também recebeu dose massiva de tecnologia, além de suspensão e freios otimizados.
O motor, um projeto mais antigo em relação ao da Explorer, teve 104 itens modificados e ganhou um escapamento mais livre, de maneira a ficar 10% mais econômico e render 4 cavalos extras: agora entrega respeitáveis 140 cv a 9.500 rpm.
Mais suave e silencioso que o anterior, o tricilíndrido passa a usar acelerador eletrônico e incorporou cinco mapas de pilotagem. Eles contemplam desde o modo Rain, até o radical Track. Este último é indicado para pistas fechadas, portanto permite empinadas e quase que anula a entrada do sistema ABS nos freios. Estes passam a usar um sistema Brembo dianteiro que é similar ao da Tiger 1200.
Na suspensão entra em cena um esquema completo da Öhlins, com os mais diversos ajustes de carga. Agora vendida apenas na versão “R” de topo, a Speed Triple recebeu maior cuidado nos detalhes, a exemplo da bela mesa de guidão em alumínio e espelhos chiques, instalados nas pontas. Já as carenagens próximas do motor e o para-lama dianteiro são feitos de fibra de carbono.
Um chute no tórax...
Grande diferença da tricilíndrica em relação às tradicionais nakeds de quatro cilindros é a “pegada” mais forte do motor desde as rotações mais tenras. Apesar da evidente vantagem de se ter mais força útil – e de poder rodar em marchas mais altas com disposição –, o fôlego do motor acaba um pouco antes.
Tais mudanças e melhorias refinaram a Speed, uma moto que continua a oferecer uma posição de pilotagem agressiva: as pedaleiras altas não pegam nas curvas, mas o guidão adiantado e largo pede certo traquejo.
Durante a avaliação no circuito do Haras Tuiuti (SP), a naked se mostrou ágil e muito forte em todas as seis marchas. Mas poderia ter se saído ainda melhor, caso acompanhasse um amortecedor de direção. Até porque, seu valor aumentou bem: passou de R$ 53.140 (FIPE) da geração “R” anterior, mais simples, para R$ 59.500 da atual. De qualquer modo, a previsão de vendas é baixa: contempla cerca de 15 unidades ao mês.









