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Por Gabriel Aguiar


Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Há quem diga que a região sul do Brasil é um país a parte – e você pode até achar bairrismo e argumento de gente separatista. Para tirar a dúvida, Auto News Brasil foi conhecer de perto os três estados abaixo do Trópico de Capricórnio ao volante do novo Honda Accord em um roteiro que durou três dias e quase mil quilômetros entre as capitais Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).

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Dia 1 – Curitiba (PR) a Governador Celso Ramos (SC) – 284 km

A estada na capital paranaense foi curta, mas suficiente para visitar o emblemático bairro Batel e alguns cartões postais, como a Arena da Baixada, que serviu de palcos para alguns jogos da Copa do Mundo de 2014, e o Jardim Botânico. Pouco depois, já estávamos na BR-101 sentido Santa Catarina. O trajeto é relativamente curto até Governador Celso Ramos, mas dois acidentes atrapalharam ainda mais o cronograma. O jeito foi assistir ao por do sol na estrada.

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Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Se tempo não for um problema, aproveite para visitar Morretes (PR). A poucos quilômetros de Curitiba, a cidade é conhecida pela estrada da Serra da Graciosa, uma das mais bonitas do país, e também pelo barreado, prato típico da região. Já em terras catarinenses, vale a pena conhecer a Praia Brava, em Itajaí, e os arranha-céus de Balneário Camboriú. Em Porto Belo (SC), a pedida é a praia de Bombinhas - mas se planeje para pagar uma taxa de preservação.

Dia 2 – Governador Celso Ramos (SC) a Bom Jardim da Serra (SC) – 273 km

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Logo na manhã do dia seguinte, seguimos viagem rumo à serra catarinense. Para quem pensa em seguir o mesmo roteiro, o ideal é reservar pelo menos algumas horas para conhecer a ilha de Florianópolis (SC) – neste caso, quanto mais tempo melhor. Já em Palhoça (SC), deixamos a bem estruturada BR-101 e acessamos a BR-282, uma estrada de mão dupla que nos levou ao interior do estado por curvas sinuosas e belas paisagens repletas de áreas verdes.

Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

À medida que nos afastamos dos grandes centros, os postos de combustível ficaram cada vez mais raros, então é melhor se prevenir e encher o tanque logo ao acessar a nova rodovia. Além disso, é aconselhável deixar uma blusa à mão, porque em poucas horas os 30°C do litoral deram lugar à marca de 13°C no termômetro do carro. Nosso roteiro incluiu uma parada na pequena Urubici (SC), um lugar cheio de belezas naturais como o Morro da Igreja e a Pedra Furada.

Dia 3 – Bom Jardim da Serra (SC) a Porto Alegre (RS) – 371 km

No terceiro e último dia, o roteiro nos reservou o maior trajeto da viagem. O jeito foi acordar cedo e visitar pela manhã a Serra do Rio do Rastro, que traz uma estrada repleta de curvas em meio ao abismo. Do topo, o mirante garante a vista até o mar, mas também é possível parar para fotografar e admirar a paisagem em diversos pontos durante a descida. Só não vale ter pressa, porque a via de mão dupla tem trânsito de caminhões e pavimento escorregadio.

Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Dirigindo de Curitiba (PR) a Porto Alegre (RS) (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

De volta à BR-101, seguimos até Torres (RS), que é considerada uma das cidades mais bonitas do litoral sul-rio-grandense. Dali, fomos direto a Xangri-Lá (RS) para conhecer o parque eólico da Honda no Brasil e logo em seguida pegamos a BR-290 – conhecida como Free Way – até Porto Alegre (RS), onde encerramos nossa viagem. Se for à capital do Rio Grande do Sul, reserve um tempo para andar pela cidade e admirar a vista do Rio Guaíba. Vale a pena.

Impressões ao volante

Comercializado no Brasil por R$ 156.300, o novo Honda Accord oferece exatamente aquilo que você espera de um sedã: conforto. O motorista conta com regulagens elétricas do banco, além de ajustes de altura e profundidade do volante, o que facilita a vida na hora de encontrar a posição ideal de dirigir – quem viaja ao lado também poderá controlar distância, altura e inclinação do banco por meio dos comandos elétricos.

O painel tem desenho elegante e detalhes de plástico que imitam madeira (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
O painel tem desenho elegante e detalhes de plástico que imitam madeira (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Visual é uma questão de gosto, mas o painel do sedã cumpre bem a função de ser sóbrio sem ser antiquado. O único porém fica por conta da parte central, que distrai facilmente o condutor devido às diversas informações expostas, já que acima foi instalada uma grande tela com dados do carro, enquanto mais abaixo está a o sistema multimídia. No geral, todos os ocupantes são bem recebidos e a cabine tem bons materiais de acabamento.

Cinco passageiros viajam com conforto a bordo do Accord (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Cinco passageiros viajam com conforto a bordo do Accord (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

A direção elétrica reduz qualquer esforço em manobras do dia a dia, mas cobra seu preço na estrada, quando se mostra um pouco indireta e anestesiada em algumas situações. O motor 3.5 V6 de 280 cv e 34,6 kgfm conversa bem com o câmbio automático de seis velocidades – que tem borboletas atrás do volante para troca de marchas. Existe ainda um botão Eco para reduzir o consumo de combustível (aferimos médias de 7,8 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada).

Atrás, há bom espaço para as pernas e saída de ar (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Atrás, há bom espaço para as pernas e saída de ar (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

A lista de equipamentos traz alguns mimos como o teto solar, ar-condicionado de duas zonas com saída para a fileira de trás, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, câmera de ré, espelhamento para celular por Apple CarPlay e Android Auto, partida por botão e bancos revestidos de couro. Também existe uma câmera para auxiliar as mudanças de faixa sob o retrovisor direito, mas faz falta um alerta de ponto-cego para ambos os lados.

Segundo a Honda, o porta-malas comporta 506 litros de bagagem (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Segundo a Honda, o porta-malas comporta 506 litros de bagagem (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Pedágios:

Dia 1 – quatro praças de pedágio – total: R$ 9,20;
Dia 2 – nenhuma praça de pedágio;
Dia 3 – uma praça de pedágio – total: R$ 6,30.

Veja todas as fotos da viagem:

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