Jogo rápido: Honda Fit EXL x HR-V LX
Saiba qual é a melhor opção de compra entre o novo SUV e o compacto
Por Julio Cabral (com Marina Paschoal)
Os crossovers tomaram conta do mercado brasileiro. Derivados de carros de passeio na arquitetura e componentes mecânicos, os jipinhos prometem polivalência maior. Se o fenômeno começou pelos médios como Toyota RAV4 e Honda CR-V, logo se espalhou pelos compactos com o Ford EcoSport. Mas será que vale a pena trocar de segmento, pular de um hatch ou sedã mais completo para um crossover de acesso? Juntamos o novíssimo Honda HR-V LX ao Fit EXL para responder a esse conflito familiar. Parentes de base e marca, os modelos fazem uma disputa ponto a ponto.
Honda Fit EXL R$ 67.400 contra HR-V LX CVT R$ 75.400
Motorização
É o quesito em que mais se diferenciam. O HR-V apelou para o motor 1.8 do Civic para dar mais fôlego ao crossover. Nada mais acertado, afinal, o conjunto é bem mais pesado (1.276 kg contra 1.101 kg do Fit completo). O motor gera 139 cv com etanol a 6.300 rpm, contra 140 cv a gasolina a 6.500 giros. O torque fica em 17,3 kgfm quando abastecido com o derivado do petróleo e 17,4 kgfm com o combustível de cana, mas chega mais cedo com gasolina - 4.800 contra 5.000 giros. Outra diferença é o câmbio CVT com sete marchas simuladas - sem trocas sequenciais por borboletas, disponíveis apenas no top. Já o Fit se vale do conhecido 1.5 16V com 115/116 cv a 6 mil giros e 15,2/15,3 kgfm a 4.800 rotações, regimes que não mudam independentemente do combustivel utilizado. O câmbio também é CVT,sem mudanças sequenciais ou marchas simuladas em nenhuma versão.
Desempenho
Crossovers derivados de modelos de passeio raramente tem melhor desempenho. Nesse ponto, o peso maior do HR-V foi compensado pelo motor maior. Até os 100 km/h foram 10,5 s contra 10,9 s marcados pelo Fit. Em retomadas, o HR-V conseguiu uma vantagem maior. Foram 5,7 s marcados na retomada de 60 a 100 km/h, enquanto o hatch fez o mesmo em 6,4 s. Os discos sólidos na traseira ajudaram o crossover a parar de 80 a 0 km/h em ótimos 24,9 metros, bem melhor que os longos 32,1 m gastos pelo Fit equipado com tambores atrás.
Principais itens de série
Ambos contam com ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas (um toque apenas para o motorista no Fit, para todos no HR-V LX CVT), sistema de som com CD e MP3 e viva-voz Bluetooth, entradas auxiliares, computador de bordo, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, banco do motorista com regulagem de altura, entre outros. Em se tratando de uma versão mais completa, o Fit leva vantagem no volante e banco revestido em couro, controle de cruzeiro e sistema de som com tela de cinco polegadas, volante multifuncional, câmera de ré e airbags laterais, todos disponíveis só nos HR-V mais caros. O HR-V traz o pack de freios de mão eletrônico, controle eletrônico de estabilidade e de tração e também hill-holder com função Autohold. Se você quiser o LX manual, tome cuidado, pois a versão mais barata de R$ 69.900 sequer tem rodas de liga leve ou vidros um-toque para atingir o preço chamariz abaixo de R$ 70 mil. Vantagem apertada para o Fit.
Fotos: novo Honda Fit
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EX
Publicidade
Honda Fit EX
Honda Fit EX
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Honda Fit EXL
Publicidade
Honda Fit EXL
Espaço interno
Ganhar do Fit em espaço interno é uma tarefa dura para qualquer compacto. O modelo sempre foi um dublê de monovolume capaz de despachar os rivais nesse quesito, ainda que não ultrapasse os 3,99 metros de comprimento - um Renault Sandero tem 4,06 m. Só que o HR-V faz uso da base estendida do Fit. Com isso, chega aos 4,24 m de comprimento, enquanto o entre-eixos é ampliado de 2,53 m do hatch para 2,61 m. Sem falar na largura de 1,77 m contra 1,69 m. Embora o caimento do teto estilo cupê prometa menos espaço para cabeças, atrás um passageiro da minha altura (1,84 m) ainda passa distante do teto por três dedos. O porta-malas também leva a melhor, com 462 l de volume, 132 l maior que os 330 l do Fit (ambos medidos por Auto News Brasil).
Conforto
Basta rodar um pouco com o Fit para ver que a nova geração ficou bem mais macia e isolada que o anterior que, por sua vez, já havia evoluído um bocado no quesito perante o primeiro. O rodar é confortável e não há mais batidas secas ao passar por valetas, tampouco sacolejos sobre piso deteriorado. O HR-V melhora um pouco isso. O rodar é mais refinado, ainda que não se passe pelo Civic - a suspensão traseira é por eixo de torção e não multilink como o sedã. Os largos pneus 215/55 aro 17 oferecem mais conforto do que os 185/60 R15 do Fit. Algumas comodidades ajudam muito no trânsito urbano, como o freio de mão elétrico com função Autohold, que segura o carro nas paradas automaticamente e o coloca em movimento com apenas um toque no acelerador. Ponto para o HR-V.
Fotos: Honda HR-V
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Honda HR-V
Publicidade
Honda HR-V
Acabamento
O padrão Honda é quase sempre exemplar em termos de correção de acabamento. Rebarbas ou peças inferiores não são achadas com facilidade, ainda que o requinte de materiais nobres não seja comum. O Fit completo é desses. Os encaixes são sólidos e o painel ficou mais detalhado nessa terceira geração, embora mantenhao revestimento rígido. Há boas sacadas como porta-copos na mira das saídas de ar, bancos traseiros com assento rebatível, entre outros. Os bancos, detalhe da porta e volante são revestidos em couro, algo indisponível no HR-V LX. Apenas os puxadores poderiam ser revestidos em material emborrachado menos vulnerável a arranhões.
Alguns pontos desencantam, em especial o volante liso sem comandos. Mesmo assim, o HR-V leva nesse quesito graças a alguns truques. O painel é emborrachado e imita couro natural ao usar costura aparente, porém é apenas jogo de cena. Da mesma forma, os paineis de porta parecem requintados graças ao tecido aplicado nas porções superiores. Falando nas portas, todos botões são iluminados no HR-V, no Fit o ajuste dos retrovisores fica de fora. O freio de mão é elétrico. O console flutuante ao estilo dos Volvo também está lá, ainda que o túnel do câmbio não libere tanto espaço para acessar as entradas digitais (USB e tomada 12V como no Fit). O painel também tem boas saídas de ar laterais à frente do carona. Para alguns na redação, parece um ar-condicionado split com suas múltiplas saídas. Sinceramente, achei parecido com as saídas de carrões americanos como os Lincoln Continental dos anos 60. Classudo, sem dúvida.
Segurança
É um quesito apertado. O Honda Fit EXL conta com airbags laterais, disponíveis apenas no HR-V de R$ 88.700 - o básico traz apenas os frontais. Só que o crossover na versão LX tem a vantagem do controle de tração e de estabilidade de série, indisponivel no Fit nacional. Um item de segurança ativa que tem peso maior, já que pode evitar um acidente. O HR-V também leva a melhor no quesito pelas marcas de frenagem bem mais curtas. Entretanto, ambos merecem um puxão de orelha por não entregarem airbags do tipo cortina, disponíveis lá fora tanto para o Fit quanto HR-V. A Honda pode não mexer nas estruturas dos modelos vendidos no país, contudo retira alguns itens de segurança.
Consumo
Aqui não tinha muito jeito, deu Fit. O consumo urbano do compacto ficou em contidos 9,6 km/l contra 8,2 km/l do HR-V.
Seguro
Ainda não foi possível fazer a cotação do HR-V LX. O seguro do Fit EXL está dentro da média para um carro do seu valor. A média das cotações para o perfil da Auto News Brasil ficou em R$ 3.296.
Nas lojas
Nesse ponto, a disputa ainda poderia ter seu resultado alterado. Mesmo sendo um lançamento recente, não há um grande sobrepreço face o valor sugerido pela Honda. O HR-V LX CVT foi encontrado por R$ 75.600 e R$ 76.600, contra R$ 75.400 na tabela da marca. A melhor condição encontrada pedia uma entrada de 60% (R$ 46 mil) e saldo em 24 vezes de R$ 1.609 com taxa de 1,14% ao mês. Em todas concessionárias pesquisadas, o Fit EX-L tinha preço de R$ 68.390, cerca de R$ 1 mil a mais que os R$ 67.400 sugeridos pelo fabricante, uma pequena diferença que inclui frete ou pintura metálica. Também com taxa de 1,14% ao mês, o Fit pede uma entrada de R$ 41 mil e saldo em 24X de R$ 1.444.
Vencedor
Honda HR-V. São R$ 8 mil de diferença em relação ao Fit EX L e o Honda HR-V LX CVT. O valor pode ser compensado pelo desempenho, espaço interno, conforto e segurança dinâmica, o que inclui os testes de frenagem. O Fit leva a melhor no consumo e preço, mas não oferece desconto algum, tampouco sai mais barato de se manter. A cesta de peças do HR-V sai por R$ 3.460 contra R$ 3.780 para o Fit, enquanto as três manutenções até 30 mil km saem por R$ 988 face R$ 791, um empate técnico. Talvez seja a hora de você saltar um andar em termos de segmento. Mesmo que não mude de casa.









