Avaliação: Chevrolet Cruze 2015
À espera da nova geração, sedã recebe pequenas atualizações; Bem equipado e com bom nível de conforto a bordo, o médio ainda fica devendo um motor mais eficiente
Por Redação Auto News Brasil
Com 24.506 unidades comercializadas em 2014, o Cruze foi o terceiro sedã médio mais vendido no Brasil em 2014, ficando atrás apenas, é claro, de Toyota Corolla e Honda Civic. Para se manter na terceira posição em um segmento que ganhou rivais de peso como Nissan Sentra e Citroën C4 Lounge, a Chervolet promoveu um pequeno facelift no modelo, ao menos para mantê-lo em dia até a chegada da nova geração, prevista para desembarcar por aqui no ano que vem.
Por fora, as mudanças foram sutis. Além da grade redesenhada e alinhada com a de outros modelos globais como o Malibu, todas as versões passaram a contar com luzes diurnas de led emolduradas por um filete cromado. Além das pequenas mudanças estéticas, a Chevrolet também atualizou o câmbio automático de seis marchas e incorporou mais itens ao pacote de equipamentos, em especial na versão topo de linha LTZ, sugerida por R$ 84.100. Confira se as alterações dão ao sedã deram munição suficiente para segurar a terceira posição de vendas do segmento.
Impressões ao volante
Ainda não foi dessa vez que o motor 1.8 16V ganhou injeção direta de combustível e uns cavalos a mais para apimentar o desempenho do Cruze. Não que ele não empolgue ao volante, mas com 1.427 kg, os 144 cv de potência e 18,9 kgfm de torque extraídos do atual propulsor ficam praticamente no limite. Uma forcinha extra para ganhar desenvoltura em altas velocidades viria bem a calhar. Quem sabe na próxima encarnação.
Por ora, a atualização do câmbio automático de seis marchas ajudou o carro a ganhar um pouco mais de agilidade.O ajuste também promoveu uma pequena melhora no consumo de combustível do sedã que, em nossos testes, aferiu médias de 6,7 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada (abastecido com etanol). São médias melhores que as alcançadas anteriormente (de 6,5 km/l e 10 km/l, respectivamente), mas ainda assim ficam aquém das medições do Corolla 2.0 de 155 cv, que faz com etanol 7,2 km/l no ciclo urbano e 11 km/l no rodoviário.
Fotos: Chevrolet Cruze 2015
Chervolet Cruze 2015
Chervolet Cruze 2015
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Chervolet Cruze 2015
Chervolet Cruze 2015
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Chervolet Cruze 2015
Chervolet Cruze 2015
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Chervolet Cruze 2015
Interior renovado da linha Cruze 2015
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Interior renovado da linha Cruze 2015
Chervolet Cruze 2015
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Chervolet Cruze 2015
Chevrolet Cruze 2015
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Motor Ecotec 1.8 de 144 cv
Chevrolet Cruze Sport6 2015
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Chevrolet Cruze Sport6 2015
Chevrolet Cruze Sport6 2015
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Chevrolet Cruze Sport6 2015
Chevrolet Cruze Sport6 2015
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Chevrolet Cruze Sport6 2015
Chervolet Cruze 2015
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A suspensão bem calibrada continua a ser um dos pontos fortes do Cruze, que oferece conforto de rodagem semelhante ao do sedã da Toyota, referência nesse quesito. A posição ao volante do Cruze, no entanto, é mais esportiva. Agrada especialmente quem gosta de dirigir mais perto do chão. O volante de três raios tem dimensões pequenas e oferece boa empunhadura, enquanto a direção elétrica tem respostas diretas e ganha progressivamente peso conforme o velocímetro sobe.
Mas é dentro da cabine que o Cruze mostra superioridade em relação aos modelos das marcas japonesas. Além de exibir bom encaixe das peças, o interior prima pelo uso de materiais de qualidade, com uma aparência moderna e sofisticada. Na versão topo de linha LTZ, os bancos, as portas e o console são revestidos em couro nas cores preto e marrom. Já o layout do painel de instrumentos, o ar-condicionado digital e a tela multimídia no centro do console ajudam a dar um ar mais moderno à cabine.
Custo-benefício
Por um pouco menos de dinheiro que a concorrência, o Cruze exibe uma lista de equipamentos maior. Desde a versão de entrada LT, de R$ 69.990, o três volumes tem freios ABS, quatro aibags (frontais e laterais), controle de tração e estabilidade, rodas de alumínio de 17 polegadas, ar-condicionado eletrônico, computador de bordo, volante com comandos do rádio e telefone, sistema de som e trio elétrico.
São adicionados à versão topo de linha LTZ, de R$ 84.100, retrovisores externos elétricos rebatíveis, seis airbags (frontais, laterais e de cortina), sensor de estacionamento traseiro, botão de partida, sensores de chuva e crepuscular e o sistema multimídia Mylink, que através de uma tela LCD de 7 polegadas acessa o sistema de som, conectividade Bluetooth, os comando de voz, câmera de ré, além do GPS.
Com uma interface amigável e de fácil navegação, o Mylink é um dos melhores sistemas multimídias à venda no segmento de sedãs médios. O sistema GPS é rápido e tem uma atualização frequente, oferecendo um desempenho melhor que os sitemas que habitam o interior de rivais como Corolla e Focus. Por falar nisso, ambos só oferecem um pacote de equipamentos semelhante ao do Cruze por mais de R$ 88 mil.
Mas o novo Civic EXR, de R$ 88.400, lançado recentemente, tem potencial de roubar os compradores do Cruze, que o escolhiam por essa lista de itens generosa. A nova versão topo de linha do sedã também traz um bom recheio (seis airbags, controle de tração e estabilidade, ar-condicionado digital, bancos em couro, sensor crepuscular, assistente de partida em rampa, teto solar e sistema multimídia com navegador).
Vale a compra?
Sim. Para quem não faz questão do generoso espaço interno e porta-malas ofertados por Corolla e Civic e quer mesmo um sedã recheado de itens de tecnologia, bem acabado e com uma pitada de esportividade, o Cruze vale a compra. Ele ainda custa um pouco menos que o Civic EXR e o Ford Focus Sedan, e nas lojas está sendo negociado com condições melhores que o Citroën C4 Lounge. O motor ainda fica devendo uma atualização, mas o câmbio automático atualizado conseguiu extrair um pouco mais de agilidade do conjunto e melhorar um pouquinho o consumo de combustível .









