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Por Scott Burgess; NYT Syndicate


Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte
Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte

Mini sempre proporcionou surpresas. O original, lançado há 50 anos, era uma versão minimalista do transporte. Ele sempre circulou pela periferia da normalidade automotiva, um desajustado rebelde e excêntrico. Agora, a terceira geração do novo Cooper chega e apresenta um Mini que até sua mãe pode gostar.

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Como a maioria dos veículos, o Mini cresceu com a idade. Isso geralmente não importa, já que os carros estão simplesmente tentando acomodar nossos corpos cada vez maiores. Mas nenhum outro usa “mini” como nome. A má notícia para a possível epidemia de obesidade automotiva: o novo Mini é 11,4 cm mais longo, chegando a 3,84 m, 4,3 cm mais largo com 1,73 m e 0,7 cm mais alto, com 1,41 m. Esse crescimento não o torna grande demais, mas é um passo em direção a extrapolar seu próprio nome.

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Contudo, o tamanho extra é bem utilizado. O entre-eixos cresceu 2,8 cm e tem agora 2,49 m, enquanto a bitola está 4,3 cm mais larga na frente e 3,3 cm na traseira. Isso leva ao aumento em mais de 225 litros no espaço interno e de 85 litros no porta-malas.

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Mini Cooper 2014 (Foto: Mini;Cooper) — Foto: Auto Esporte
Mini Cooper 2014 (Foto: Mini;Cooper) — Foto: Auto Esporte

Os projetistas do Mini se contiveram, mexendo no visual mas mantendo a herança do modelo. Algumas novidades no exterior são bem-vindas, como os faróis opcionais, que incluem um anel de led que se acende durante o dia e lembra a versão da BMW, com um visual limpo e moderno. O terço inferior do anel serve como luz de direção.

Já a cabine foi transformada em uma suíte de luxo. Por anos, minha maior queixa contra o Mini se baseou na qualidade dos materiais. Eles pareciam bons de relance, mas havia uma sensação de plástico oco e brilhante em tudo, como se os controles, botões e o que talvez seja a pior interface de som no mundo fossem comprados no camelô.

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Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte
Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte

Mas os donos do Mini são bem compreensivos. Eles pareciam relevar as travas das portas posicionadas no console central e a localização quase secreta dos controles das janelas. Agora esses controles estão nos lugares tradicionais – na porta – e isso faz sentido. E a qualidade está significativamente melhor. O botão metálico vermelho que liga o motor se destaca em meio a outros controles na parte de baixo do console central. Há também anéis de borracha ao redor de alguns seletores.

Mas a Mini fez mais do que apenas mudar botões de lugar. O velocímetro agora está atrás do parrudo volante, não mais no centro do painel na forma de um mostrador quase do tamanho do Big Ben. Na verdade, o mostrador continua no console central, mas agora tem múltiplas funções e inclui uma tela opcional de 8,8 polegadas extremamente nítida para GPS, controles de temperatura e outras informações de entretenimento e sobre o carro. Ao seu redor, uma série de leds formam um tubo de luz que se acende de várias maneiras, inicialmente servindo como conta-giros. Ele muda de cor quando você alterna o modo de direção (outra novidade no Mini), mostrando verde para o modo Eco e vermelho para o Sport.

Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte
Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte

Enquanto o novo interior faz o Mini se destacar, seu desempenho importa mais. O modelo básico do Cooper é equipado com um 1.5 turbo de três cilindros que produz 138 cv e 22,4 kgfm. O torque sobe para 23,3 kgfm com a função overboost. O motor é acoplado a um câmbio manual ou automático de seis velocidades. A Mini não disponibilizou o automático para testes com o motor de três cilindros, mas o manual funcionou impecavelmente, com movimentos curtos e suaves.

Na verdade, eu primeiro achei que meu carro de testes tivesse um motor de quatro cilindros, devido à generosa força que ele oferecia. Todo o torque entra em ação em apenas 1.250 rpm e isso é perceptível em ultrapassagens, quando às vezes nem é necessário reduzir a marcha.

Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte
Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte

O Cooper automático tem consumo de 12,7 km/l na cidade e 17,8 km/l na estrada, enquanto o manual faz 17,4 km/l. O provável motivo é que o câmbio automático que testei no Cooper S subia para a sexta marcha sempre que possível. Isso pode explicar por que o Cooper S automático faz 11,9 km/l na cidade e 17 km/l na estrada, enquanto o manual faz 9,8 km/l e 15,7 km/l. A forma mais fácil de vencer o automático hiperativo é colocar no modo Sport e fazer as trocas nas borboletas.

A potência adicional no Cooper S é notável. O novo turbo 2.0 de quatro cilindros cria 194 cv e 28,5 kgfm de torque, que salta para 30,5 kgfm com o overboost. O carro anda forte, e a Mini afirma que o automático chega a 100 km/h em 6,4 segundos. No Brasil, ambos serão flex, como os demais produtos três e quatro cilindros do grupo BMW feitos em Araquari (SC) ou importados.

Os comandos são seguidos com exatidão. A direção é precisa sem ser firme demais. Ambos os carros atacam as curvas e as contornam sem saídas de frente. O novo conjunto de molas e amortecedores evita que o Mini oscile em excesso e transmite ao motorista a sensação do pavimento. O carro é surpreendentemente silencioso e apenas os ruídos certos chegam à cabine. É aí que você realmente nota as melhorias. Refinamento que faltava.

Maior, mais macio e carregado de tecnologia, o inglês chegará em julho, como antecipamos. E vai ser fácil reconhecê-lo. O Mini pode estar crescidinho, mas, no fundo, sua alma continua Mini.

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Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte
Mini Cooper 2014 (Foto: Mini) — Foto: Auto Esporte
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