Dona da Fiat e Jeep dará 10 anos para suas marcas provarem que não merecem ser fechadas
CEO Carlos Tavares declarou que as 16 marcas que fazem parte do conglomerado terão uma janela de tempo para apresentarem estratégias de negócio e sobreviverem ao futuro
Por Thais Villaça
Formada pela fusão entre PSA Peugeot-Citroën e Fiat Chrysler Automobiles (FCA), a Stellantis já nasceu como a quarta maior montadora do planeta, com 16 marcas sob seu controle. Desde o início das negociações pipocaram rumores de que nem todas sobreviveriam, sendo a Chrysler uma das mais ameaçadas. Mas ao que tudo indica, ainda há salvação.
“Vamos dar a cada marca uma chance, uma janela de 10 anos para que elas constituam uma estratégia de negócios. Os CEOs precisam ser claros em relação a objetivos, como o que a marca promete, clientes, metas e comunicações”, disse o chefão da Stellantis, Carlos Tavares, durante evento do jornal Financial Times.
A declaração confirma que fãs e concessionários da Chrysler não precisam se preocupar… Pelo menos por enquanto. Caso semelhante ocorre com a Lancia — no passado, o antigo presidente da FCA, Sergio Marchionne, determinou o fechamento da montadora em diversas ocasiões, o que nunca aconteceu. Outras que estavam perigando de fechar as portas, como Alfa Romeo e Vauxhall, também vislumbram uma sobrevida.
Isso significa ainda que a Stellantis não vai pressionar nenhuma das suas empresas a dar lucros sustentáveis pelo menos até 2031. Agora, cada corpo executivo precisa desenvolver um modelo de negócios eficiente para sobreviver, com a otimização de custos como ordem do dia.
Para não morrer, a Chrysler terá de se reinventar e focar além do 300 e das vans Pacifica e Voyager, únicos modelos atualmente em sua linha.
Já a Lancia, que já foi sinônimo de luxo, performance e inovação, encara outro desafio. Apesar de ser relativamente popular na Itália, seu país de origem, a empresa precisa expandir seus horizontes e criar uma estratégia global. Atualmente a marca vende apenas um produto, o compacto Ypsilon.
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