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Por Thiago Tanji


Loja da Ford nos Estados Unidos (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Loja da Ford nos Estados Unidos (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Para oferecer mais tranquilidade diante da crise econômica causada pela pandemia, a Ford dos Estados Unidos iniciou um programa que prevê a devolução de carros adquiridos durante o período de até um ano caso o consumidor fique sem emprego. 

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A medida foi adotada após a empresa analisar dados recentes em relação aos impactos da pandemia em futuras compras de veículos. De acordo com a pesquisa, 32% dos consumidores norte-americanos estão deixando as compras de automáveis para depois por conta de preocupações em relação ao futuro de sua renda, impactada por possíveis perdas salariais e desemprego. 

Em caso de desistência, a Ford calculará o valor pendente a partir da diferença entre o valor inicial da compra e o preço atual do veículo de acordo com a média de mercado — renunciando a US$ 15 mil. Assim, o consumidor pagará praticamente o valor das parcelas dos meses em que esteve com o veículo, além de possíveis quantias adicionais para reparos. 

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A companhia afirma que o programa será válido até o final de setembro deste ano e inclui a concessão de modelos 2019, 2020 e 2021. "Os consumidores estão percebendo que demorará um pouco até que as coisas se normalizem novamente, e isso se de fato se normalizarem", afirmou em comunicado Matt VanDyke, diretor de marketing da fabricante no país.

Em abril, os Estados Unidos sofreram o maior desemprego desde a Segunda Guerra Mundial, com um índice de 14,7% de pessoas sem um posto de trabalho. Em junho, tal indicador recuou para 11,1%, mas ainda é considerado preocupante: desde o início da pandemia, 51 milhões de norte-americanos já requisitaram o benefício do auxílio-desemprego.

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Ford Bronco Sport (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Ford Bronco Sport (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Funcionaria no Brasil?
Apesar da ideia de devolução do veículo em caso de perda de emprego parecer interessante para alavancar as vendas, tal medida dificilmente conseguiria ser aplicada no Brasil. 

Nos Estados Unidos, o tamanho do mercado, o preço final dos carros e, principalmente, o modelo de financiamento são bastante diferentes dos praticados aqui.

Como os preços são menores e, consequentemente, a desvalorização do veículo também é maior ao longo do tempo, a maior parte dos contratos firmados são quase como um aluguel, em que há o pagamento de parcelas mensais e a troca do automóvel depois de um curto período de tempo (em comparação aos padrões brasileiros). 

No nosso mercado, o financiamento dos veículos é feito em longo prazo, com taxas de juros fixadas de acordo com o modelo de negócio e a instituição bancária que realizará a operação. Com isso, se dificulta e muito uma possível devolução de um carro e a liquidação de suas dívidas em curto prazo. 

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