Fusão da Fiat Chrysler com a Peugeot pode ser barrada na Europa
Fabricantes dominam um segmento do mercado europeu, o que vai contra as regras de concorrência
Por Renan Sousa (com Michelle Ferreira)
As fabricantes Fiat Chrysler (FCA) e Peugeot (PSA) terão de convencer a União Europeia de que a fusão das empresas não abalará a concorrência dentro do bloco.
As montadoras dominam um semento específico de mercado, o de vans pequenas, o que contraria as normas regulatórias da Europa. Segundo afirmam as empresas, a fusão já estava definida desde o final de 2019, mas vem em bom momento para conter a crise gerada pelo novo coronavírus.
Caso as montadoras não resolvam este problema, a Comissão Europeia fará uma auditoria de quatro meses, o que barraria a junção de R$ 245 bilhões, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
Ambas já produzem vans na Europa, por mieo de uma joint venture chamada Sevel, em Atessa, Italia. É a maior planta de fabricação de vans do continente, que chegou a produzir 1.200 vans por dia antes da pandemia.
A fusão da FCA com a PSA formaria o quarto maior conglomerado automotivo do mundo, ficando atrás do Grupo Volkswagen, Grupo Toyota e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.
De acordo com a Associação Europeia de Fabricantes Automotivos (ACEA, em inglês), as montadoras produziram juntas 755 mil carros leves ano passado, o que representa aproximadamente 34% do mercado.
Para se ter uma ideia, a Renault vem em segundo lugar com 16% com a Ford, também com 16%. A Volkswagen partilha 12% do mercado enquanto a Daimler (uma joint venture da Mercedes Benz), 10%.









