Produção de veículos em fevereiro recua 36,5% em relação a 2015
Vendas também caem 21% e setor tem o pior fevereiro desde 2007
Por Redação Auto News Brasil
Fevereiro foi um mês de pouco movimento nas linhas de montagem e nas concessionárias de todo o país. De acordo com o relatório divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea, a produção de veículos (incluindo veículos leves, caminhões e ônibus) fechou o mês passado com um volume de 131,5 mil unidades produzidas, número que representa uma retração de 36,4% em relação ao mesmo período de 2015. Na comparação com janeiro, a queda foi de 12,5%.
No segmento de automóveis e comerciais leves, a baixa foi praticamente a mesma. As fábricas produziram no período 124,5 mil unidades, volume 36,5% menor que o alcançado em fevereiro de 2015 e 14% abaixo do registrado em janeiro. Segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea, os dados não surpreendem e estão de acordo com a expectativa negativa para o primeiro semestre do ano. “O período de começo de ano é tradicionalmente menor do que o restante, em razão de feriados como o Carnaval, ou no caso da produção, com concessão de férias coletivas e paradas estratégicas. Além disso, o comparativo com o início do ano passado ainda é influenciado pelo IPI", disse o executivo. Para ele, a atual crise política continua a reduzir a confiança e os investimentos, atrasando a recuperação econômica do país.
Vendas
A queda acentuada na produção é uma consequência da baixa demanda observado no último ano. De acordo com a entidade, foram emplacados 146,8 mil veículos em fevereiro, número 21% menor que o registrado no mesmo período de 2015. O volume é o menor registrado desde fevereiro de 2007.
Capacidade produtiva do país
A Anfavea divulgou os dados de uma pesquisa realizada sobre a capacidade para a produção automobilística no país. Segundo o levantamento, o setor hoje é capaz de
produzir anualmente 5,05 milhões de unidades. Com a desaceleração das vendas e consequentemente da produção a estimativa é que em 2016 sejam usados apenas a metade dessa capacidade. Isso quer dizer que a capacidade ociosa do setor pode chegar a 52%.









