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Por Redação Auto News Brasil


Fábrica GM (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Fábrica GM (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

A produção de veículos no Brasil caiu 22,8% em 2015 em comparação com 2014, de acordo com o boletim divulgado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores)  na última quinta-feira (7). Entre veículos leves, caminhões e ônibus, foram produzidas 2,43 milhões de unidades no ano. Em 2014, o número foi de 3,15 milhões.

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Levando em consideração somente dezembro, houve queda de 30% para o mesmo período de 2014 e de 18,4% em relação à novembro. 142.880 veículos foram fabricados no mês.

Já nas exportações, os números foram impulsionados pela valorização do dólar e pelos acordos comerciais feitos com Argentina, Colômbia, México e Uruguai e terminaram positivos. As vendas externas subiram 24,8% de 2014 para 2015 e 97,2% considerando somente dezembro.

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Licenciamentos

Segundo a Anfavea, houve uma retração de 26,6% de 2014 para 2015 nas vendas de veículos no país. "O cenário político de 2015 contribuiu para a redução da confiança dos consumidores e investidores. A consequência disso é o adiamento da compra, pois se criou uma expectativa por definições para dar maior previsibilidade e propiciar um melhor planejamento", justificou o presidente da Anfavea Luiz Moan em comunicado. No ano, quase 2,6 milhões de veículos foram licenciados, bem menos que os 3,5 milhões de 2014.

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De novembro para dezembro, no entanto, houve uma alta de 16,7% nos licenciamentos de veículos. Comparando com o mesmo mês do ano retrasado, porém, ocorreu uma baixa de 38,4%.

Empregos
O período também não foi bom para o setor no quesito empregos e dezembro fechou como o pior mês do ano com 129,8 mil vagas. Uma queda de 1% em relação à novembro e de 10,2% quando comparado com 2014.

Projeções para 2016

Para a Anfavea, a produção deve ficar praticamente estável em 2016, com pequeno aumento de 0,5% em relação ao ano passado. O presidente da Associação acredita em novo aumento das exportações devido ao esforço das empresas em expandir negócios externos por causa do câmbio favorável. A cotação do dólar, por outro lado, pode reduzir a participação de importados no mercado, que tendem a ser substituídos por produtos nacionais, segundo ele. “Esses dois fatores, aliados a uma estabilidade do contexto macroeconômico, maior número de dias úteis e expectativa de lançamentos, nos levam a crer em aumento da produção este ano, mesmo com alguma retração do licenciamento".

A entidade estima queda de 7,5% nos licenciamentos de veículos em 2016 em comparação com o ano passado e aumento de 8,1% nas exportações.

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