Governo confirma volta do IPI integral em 2014
Modelos 1.0 terão 3% de alíquota em janeiro. Valor sobe para 7% em julho
Por Redação Auto News Brasil
O Ministério da Fazenda confirmou que, a partir de janeiro de 2014, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis voltarão a ser elevadas. O reajuste acontecerá em duas etapas, com a primeira alta aplicada já em janeiro. A segunda leva de reajustes será feita em 30 de junho, quando o IPI volta ao patamar anterior à redução, o que deve se manter até 2017. Confira como será:
Até 1.0 flex1.0 a 2.0 flex1.0 a 2.0 gasolinaUtilitáriosUtilitários de cargaQuanto é hoje2%7%8%2%2%01 de janeiro3%9%10%3%3%01 de julho7%11%13%8%4%
"Não calculamos ainda os impactos na inflação porque existem vários fatores a serem considerados, como os estoques, por exemplo", declarou Dyogo Henrique de Oliveira, secretário interino da fazenda, que afirmou também que o governo acompanhará de perto o impacto do reajuste ao longo do primeiro semestre.
Para a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o aumento do IPI deverá ter efeito negativo não só para as vendas, mas também para a própria união, uma vez que a redução da alíquota gerou estímulo no mercado de automóveis. "Não podemos fazer prognósticos dos impactos no mercado, mas é importante lembrar que o 1 ponto percentual adicional de IPI, no caso dos populares, representa o acumulado de dois meses de inflação, e certamente com impacto no volume de vendas” disse Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, em nota divulgada à imprensa.
Moan ainda analisa que, embora o governo tenha deixado de arrecadar pouco mais de R$ 4,9 bilhões com a redução do IPI, gerou R$ 11,6 bilhões em PIS/Cofins, IPVA e ICMS, além de viabilizar a produção de 1,3 milhão de unidades adicionais de automóveis e a criação de 10 mil novos empregos. “A arrecadação adicional de mais R$ 6,7 bilhões comprova que a redução do IPI sobre os automóveis mais tributados do mundo tem efeito extremamente positivo para a economia brasileira,” afirma o executivo.









