Coronavírus faz BMW mudar nome de acessório do Mini Cooper
Primeiro modelo elétrico da marca britânica precisou passar por ajustes de última hora
Por Rodrigo Ribeiro
Os impactos da pandemia de Covid-19 vão além do fechamento das fábricas, queda nas vendas e adiamento de lançamentos. Em um mundo ainda assustado com o novo coronavírus, a BMW se viu obrigada a fazer uma mudança repetina em um dos modelos produzidos pelo grupo.
O recém-lançado Mini Cooper SE é o primeiro carro elétrico da marca britânica, que já produz e vende - inclusive no Brasil - modelos híbridos plug-in. O problema não é exatamente com o hatch, mas sim, com sua linha de acessórios.
Um dos itens ofertados para o Cooper elétrico são rodas de 17 polegadas até então batizadas como "corona". Normalmente o nome que batiza desde elementos circulares até a borda do Sol não seria um problema, mas o momento pede que seja evitada qualquer referência ao vírus. A Covid-19 pode matar mais de um milhão de pessoas até o fim de 2020.
A solução foi rápida: a BMW simplesmente mudou o nome da roda para "Power Spoke". O que ainda pode render polêmicas é o visual incomum dos aros, mas este é outro problema.
O Cooper SE usa um motor de 184 cv e tem autonomia de até 234 km pelo ciclo WLTP. A marca optou por usar uma bateria menor, de 32,6 kWh, para manter o peso reduzido e oferecer um desempenho de esportivo. Segundo a Mini, o hatch acelera de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos.
Por enquanto não há previsão do Cooper SE ser vendido no Brasil. Até o momento o único modelo elétrico vendido pelo grupo por aqui é o i3.