Chevrolet Onix Plus supera híbridos e é o carro flex mais econômico do Brasil

Versões com motor aspirado obtiveram marcas recordes no programa de etiquetagem do Inmetro

Por Rodrigo Ribeiro


As versões turbo do Onix Plus tiveram desempenho pior na prova de consumo (Foto: Leo Sposito) — Foto: Auto Esporte

Uma atualização no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBEV) do Inmetro/Conpet deu um título surpreendente à dupla Chevrolet Onix e Onix Plus. Os dois modelos passaram a ser os carros flex mais econômicos do Brasil, superando até mesmo os híbridos.

Segundo o órgão, o campeão absoluto foi o Onix Plus 1.0 aspirado com câmbio manual. O sedã obteve médias de 10,1 km/l e 12,5 km/l (ciclo urbano e rodoviário, respectivamente) com etanol e 14,3 km/l e 17,7 km/l com gasolina.

Versões aspiradas da gama Onix brilharam no teste (Foto: Julio Cabral/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte

Já o hatch, também aspirado, teve índices levemente piores: 9,9 km/l e 11,7 km/l com etanol e 13,9 e 16,7 km/l quando abastecido com gasolina.

As duas versões do Toyota Corolla Hybrid, primeiro híbrido flex do mundo, chegaram perto, mas não superaram o Onix Plus.

Nas medições pelo padrão do PBEV o sedã fez 10,9 km/l na cidade com etanol e 9,9 km/l na estrada. Com gasolina os números são de 16,3 km/l e 14,5, respectivamente.

O Corolla híbrido chegou perto, mas não superou a eficiência do Onix (Foto: Diogo de Oliveira/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte

Aqui valem duas explicações: a primeira é que, como as baterias dos híbridos são recarregadas sobretudo em frenagens, o consumo urbano desses modelos quase sempre é (bem) melhor do que o rodoviário.

Além disso, apesar do Corolla híbrido superar o Onix Plus nas medições com gasolina, o Inmetro leva em conta o consumo energético do veículo pra eleger o mais econômico.

Neste quesito o Corolla precisa de 1,38 MJ (megajoule) pra rodar um quilômetro, enquanto o novo Onix sedã usa 1,34 MJ.

Como é feito o teste?

Os testes de consumo são feitos em dinamômetro de chassi (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

As medições de consumo para o PBEV são feitas seguindo um padrão rigoroso de testes, feito em dinamômetro de chassi (com o carro rodando sobre grandes rolos metálicos) e seguindo um protocolo padrão.

Essas medições só podem ser feitas em dinamômetros aferidos pelo Inmetro, e o órgão pode fazer testes e medições surpresas dentro das fábricas. Para compensar o porte e aerodinâmica da carroceria, são aplicados aos números fatores de correção.

Por isso o Onix Plus, que gera menor arrasto aerodinâmico por conta do porta-malas pronunciado, tem consumo melhor que a versão hatch.

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