Honda apresenta nova geração do Clarity, sedã movido a célula de combustível
Concorrente do Toyota Mirai, sedã movido a hidrogênio chega às lojas do Japão em março de 2016
Por Redação Auto News Brasil
Chegou a vez da Honda de lançar um automóvel de grande escala movido à célula de combustível. A segunda geração do Clarity Full Cell foi apresentado no Salão de Tóquio já pronto para chegar às lojas do Japão em março de 2016 e depois ao mercado europeu.
Rival do Toyota Mirai, primeiro automóvel de grande volume a ser equipado com célula de combustível, o Clarity Full Cell tem porte de Ford Fusion. Com 4,89 metros de comprimento e 1,87 metros de largura, tem espaço suficiente para levar até cinco passageiros com conforto. Segundo a marca, otimizar o espaço da cabine só foi possível graças ao trabalho da engenharia que conseguiu reduzir consideravelmente o tamanho da célula de hidrogênio, que ficou 33% menor do que as usadas na primeira geração do modelo, o FCX Clarity Full Cell, que foi vendida em pequeno volume no Japão e nos Estados Unidos entre 2008 e 2014.
Ao tornar o conjunto mais compacto, o espaço da célula de combustível ficou equivalente ao de um motor V6, podendo ser alocado debaixo do capô do sedã. Com isso, segundo a Honda, foi possível abrir espaço dentro da cabine para mais itens de conforto e comodidade.
No geral, carros elétricos e carros movidos a célula de combustível funcionam da mesma forma. A diferença é a fonte da eletricidade. Em automóveis como o Mirai e o Clarity, a célula de combustível é uma pilha que produz eletricidade sob demanda por meio da reação do oxigênio com o hidrogênio. O resto é igual: a eletricidade abastece a bateria de íon-lítio que alimenta o motor, capaz de gerar 177 cv.
Hoje, a principal vantagem dos carros movidos a célula de combustível em relação aos elétricos está na autonomia do conjunto. O Clarity Full Cell, por exemplo, tem uma autonomia de 700 km, graças ao tanque de alta pressão em que o hidrogênio gasoso pode ser armazenado em grande volume. Tal autonomia supera ao do rival Toyota Mirai, que tem 500 km de autonomia.