Mercedes faz acordo e cancela 1.500 demissões em São Bernardo do Campo

Fabricante adere ao Programa de Proteção ao Emprego e reduz jornada de trabalho e salários a todos os colaboradores

Por Redação Auto News Brasil


Mercedes faz acordo e cancela 1.500 demissões em São Bernardo do Campo (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

A Mercedes-Benz do Brasil firmou nesta segunda-feira (31) um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos  do ABC, a fim de garantir estabilidade de emprego até o dia 31 de agosto de 2016 aos quase 10 mil funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo. O local é responsável pela produção de caminhões, chassis para ônibus e agregados (motores, eixos e câmbios).

O acordo acontece após uma semana conturbada entre a montadora, que anunciou cortes de 1.500 empregos na fábrica, e os funcionários, que já totalizavam 7 mil em greve uma semana após o ocorrido.

Agora, fica garantida a redução de 20% da jornada de trabalho e 10% dos salários com a adoção do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Como a primeira fabricante de veículos a adotar o PPE como medida amenizadora dos efeitos negativos da crise aos colaboradores, a Mercedes acorda, entre outras medidas de contenção de despesas, a aplicação de somente 50% do INPC para o próximo ano.

“Estamos felizes pelas famílias e pelos nossos funcionários, que terão a garantia de emprego até o próximo ano. Isso representa um fôlego tanto para a empresa quanto para os colaboradores diante de uma forte crise econômica no país”, afirma Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina.

A marca ainda alega que antes de oficializar as demissões, destacou a disposição em encontrar soluções para suportar a crise. Medidas para tentar gerenciar o excesso de pessoas - como banco de horas, semanas curtas, férias e folgas coletivas, licenças remuneradas, oportunidades de desligamento voluntário e lay-offs - foram todas realizadas, desde maio de 2014.

Mas, Schiemer explica que as expectativas de vendas para o mercado de veículos comerciais em 2015 continuam negativas e não há nenhuma previsão de recuperação. “A falta de estabilidade política e econômica gera uma desconfiança dos clientes, que deixam de investir no mercado brasileiro. Essa situação, se não resolvida, continuará ameaçando as empresas e a manutenção de empregos no país”, conclui.

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