Salão de Los Angeles tem Jaguar de Steve McQueen

XKSS de 1956 é considerado o mais raro modelo de rua da marca

Por Julio Cabral; de Los Angeles (Estados Unidos)


Jaguar XKSS (Foto: Julio Cabral) — Foto: Auto Esporte

Com Hollywood a poucos quilômetros do Stapler Center, onde é realizado o Salão de Los Angeles, o evento não poderia deixar de homenagear algumas celebridades. Para combinar com o Jaguar F-Type, o Museu Petersen levou o mais raro Jaguar de todos os tempos, o XKSS. Foram feitas apenas 16 unidades do esportivo e essa em especial é ainda mais rara por ter pertencido ao Automaníaco Steve McQueen.

O piloto e ator era apaixonado pelo desempenho desses roadsters que eram basicamente versões de rua do famoso D-Type. Além de ter sido a inspiração para o futuro E-Type, o modelo fez mais do que preceder o mito: ele por si próprio era ainda mais mitológico, ganhou as 24 Horas de Le Mans consecutivamente em 1955, 1956 e 1957.

Antes mesmo do tricampeonato o ator encomendou esse modelo 1957. Nele, os confortos de rua se resumem a para-brisa integral, vidros laterais e capota, sem falar na porta adicional. Curiosamente, o XKSS foi criado como uma maneira de desencalhar um lote de D-Types de corrida após a Jaguar desistir das competições em 1956 - os vitoriosos competidores eram particulares, no final.

Jaguar XKSS (Foto: Julio Cabral) — Foto: Auto Esporte

Isso explica o projeto algo espartano em comparação ao antigo XK150 (derivado do XK120). As linhas sensuais, contudo, não mudaram. O projeto de Malcolm Sayer foi a inspiração para o mais longilíneo E-Type, considerado por Enzo Ferrari o carro "mais bonito" que ele já havia visto.

Não que McQueen ligasse para a simplicidade: tudo isso é o suficiente para curtir o pequeno roadster de 3,99 metros e pouco mais de 900 kg, movido pelo famoso seis cilindros em linha XK6 3.4 de 250 cv de potência. Ia aos 100 km/h em 5,5 segundos e ultrapassava os 230 km/h. Ele deu até um apelido ao seu modelo pintado no tradicional verde britânico de corrida: "rato verde". Um rato que vale muito: exemplares hoje em dia não trocam de mãos por menos de US$ 1 milhão.

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