Carregando noticias automotivas

Preparando conteudo do Auto News Brasil...

Entretenimento

Por Larissa Albuquerque (com Thais Villaça)

Apaixonado por carros desde a juventude, Wallace de Souza, jogador da seleção brasileira de vôlei, levou a sério a frase: “o primeiro amor a gente nunca esquece”. Nesse caso, o amor pode ser substituído pela palavra carro. E ele realmente nunca esqueceu seu primeiro automóvel, já que tem um modelo igual até hoje.

Publicidade

Para explicar essa paixão duradoura, temos de voltar ao início da relação de Wallace com o Chevrolet Monza. Eles viveram uma história de amor, daquelas de términos e voltas.

O atleta integrou a seleção brasileira masculina de vôlei por 11 anos. Participou da Olimpíada de Tóquio neste ano, foi campeão nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, e ganhou medalha de prata nos Jogos de Londres, em 2012.

Publicidade
Continua depois da publicidade
A Olimpíada de Tóquio foi a última de Wallace  — Foto: Reprodução/Instagram
A Olimpíada de Tóquio foi a última de Wallace — Foto: Reprodução/Instagram

O início de sua carreira, porém, foi marcado pelo seu primeiro veículo. “Eu jogava no Banespa-SP e estava juntando um dinheirinho. Com o que eu ganhava, o Monza 1994 cor vinho foi o carro que consegui comprar. Acho que custou algo em torno de R$ 10 mil. Foi uma ótima compra, amava meu carro”, relembra.

Wallace comprou o automóvel em 2007, quando tinha 21 anos e havia acabado de tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Publicidade

A avó do atleta ajudou-o a levar o Monza para a sua garagem: “Minha avó pagou o carro à vista para mim, porque assim a gente conseguia desconto. E todo mês eu pagava uma quantia para ela”.

De acordo com o jogador, “o carro era baratinho, mas enjoado”. Isso porque o modelo tinha rodas de liga leve, interior bem conservado e até ar-condicionado. “Na época eu achava o máximo”, diz.

Wallace e o Monza estavam sempre juntos — equipado com motor 2.0 de 110 cv, era sua condução para treinos e viagens. Mas a relação tinha seus atritos.

“O carro nunca me deixou na mão, ao não ser pelo volante, que sempre dava problema.” Wallace explica que o volante era escamoteável: “Você podia subir e descer o volante, mas a trava sempre soltava. Às vezes eu estava dirigindo e ele saía do lugar... aí eu tinha que encostar para colocar a trava”.

Ele conta que em um desses episódios quase sofreu uma colisão. “Estava na estrada indo para Minas Gerais e a trava do volante soltou quando eu estava em uma curva. Se eu estivesse com os braços relaxados, poderia ter acontecido um acidente. Ainda bem que eu estava com a mão firme. O volante escapou, mas consegui controlar, encostei o carro e coloquei a trava no lugar.”

Wallace tem um Monza igual ao seu primeiro carro — Foto: Arquivo pessoal
Wallace tem um Monza igual ao seu primeiro carro — Foto: Arquivo pessoal

Wallace era cuidadoso com o GL mas, assim como o carro, já cometeu alguns deslizes. “O Monza foi o primeiro carro que bati. Estava em São Bernardo (SP), e chovia. Na hora de parar atrás de um carro, eu achei que dava para frear quando estivesse pertinho do veículo, não tinha muita noção. Freei rápido e tive de desviar do automóvel da frente, aí o meu Monza acabou escorregando e bateu em uma árvore. Eu devia estar entre 40 e 50 km/h”, lembra.

Felizmente, ninguém saiu ferido e o veículo também não foi muito danificado. Mesmo com os conflitos, o jogador sente que tudo o que viveu com o sedã valeu a pena. “Com esse carro aprendi que as coisas não caem do céu. Então sinto muito orgulho de ter passado por isso.

Porém, a relação entre o atleta e o GL 1994 chegou ao fim. Wallace trocou o Monza por um Honda Civic, mas logo se arrependeu da decisão. “Eu troquei por um Civic automático e pensei: ‘agora estou no luxo’. Mas... como aquele carro me deu dor de cabeça! O câmbio dava muito problema e até hoje não descobri o que era.”

Wallace se arrependeu tanto do término com o Monza que tentou recomprá-lo. Ao voltar na loja, entretanto, o veículo já tinha sido vendido. “Acabei comprando um Toyota Corolla 1999. Esse não me deu dor de cabeça.”

Mas o atleta não superou a perda do modelo da Chevrolet. Em 2012, encontrou um carro idêntico ao seu e não pensou duas vezes ao comprá-lo. “A lataria estava perfeita, do mesmo jeito do meu primeiro carro.”

O Monza atual de Wallace faz parte de sua coleção de sete carros — Foto: Arquivo pessoal
O Monza atual de Wallace faz parte de sua coleção de sete carros — Foto: Arquivo pessoal

Vale lembrar que o jogador não foi o único apaixonado pelo Chevrolet Monza: o modelo foi o carro mais vendido do Brasil por três anos consecutivos — 1984, 1985 e 1986. Além disso, foi eleito pela Auto News Brasil como o Carro do Ano em 1983, 1987 e 1988. O modelo saiu de linha em 1996, totalizando 857.810 emplacamentos.

Sedã é equipado com motor 2.0 de 110 cv — Foto: Arquivo pessoal
Sedã é equipado com motor 2.0 de 110 cv — Foto: Arquivo pessoal

O atual Monza de Wallace é de 1993, mas tem design e motorização iguais aos de seu primeiro automóvel. O carro fica com a irmã do jogador, em São Paulo (SP). Atualmente, o atleta defende o Sada Cruzeiro em Minas Gerais e atingiu a capacidade máxima de sua garagem, com sua coleção de sete carros e uma moto.

Além do Monza, sua lista de carros tem ainda um Nissan GT-R Premium 2012 (seu preferido), um BMW M5 2009, um Mitsubishi Eclipse GS-T 1996, um Honda Civic EX 1995, um Dodge Challenger SRT8 2011, uma Ford F-150 Lariat 1998 e uma Harley-Davidson Road Glide Special 2018. Para saber tudo sobre os carros e motos do atleta, clique aqui.

Wallace é apaixonado por carros e corre em track days — Foto: Bruno Castro/Auto News Brasil
Wallace é apaixonado por carros e corre em track days — Foto: Bruno Castro/Auto News Brasil

Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Auto News Brasil? É só clicar aqui para acessar a revista digital.

Publicidade
Mais recente Próxima Lukaku posa com sua Ferrari Roma, o esportivo "popular" da marca que custa mais de R$ 3 milhões
Mais da Auto News Brasil