Por que um carro automático gasta mais que um manual?
Razões vão além da balança, mas tecnologias começam a contornar o problema
Por Rodrigo Ribeiro
Porque ele é mais pesado e a conexão com o motor causa mais perda de energia. Mas isso mudou drasticamente nos últimos anos, e mesmo as caixas tradicionais conseguem eficiência bem próxima da do câmbio manual. Além da massa — um sistema automático pode pesar mais de 100 kg —, o maior vilão é o conversor de torque.
Ele cumpre a mesma função da embreagem, conectando o motor ao câmbio. Nele, uma bomba movimenta óleo em um circuito fechado sempre que o motor é ligado, e a força é transmitida ao câmbio por uma turbina.
Essa peça, aliás, é uma das responsáveis por uma das características mais adoradas pelos usuários do câmbio automático: o fato dele (quase) nunca deixar o motor "morrer".
De forma bem simplificada, é como colocar um ventilador para mover um cata-vento. Esse óleo gera resistência para ser movimentado, e acaba provocando o aumento de consumo do motor. Essa perda já foi pior: antigamente o propulsor fazia esse bombeamento o tempo inteiro.
Atualmente os câmbios automáticos possuem um mecanismo chamado lock-up, que faz a bomba e turbina "colarem", eliminando boa parte das perdas. Esse recurso, porém, não pode ser usado o tempo inteiro, especialmente na fase inicial das acelerações.
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