Dez conversíveis que você pode comprar por menos de R$ 100 mil
Há modelos dos anos 70 até seminovos, o negócio é rodar a céu aberto
Por Julio Cabral
O mercado de conversíveis no Brasil é inversamente proporcional ao desejo gerado por esses carros. Repleto de opções de vários segmentos, o nicho se divide em vários estilos. De tão raros, alguns desses modelos sequer tem um preço de tabela bem definido. É fácil encontrar alguns que custam mais que o dobro do que indicado pela tabela da Fipe. Auto News Brasil aproveitou o clima para fazer uma compilação de dez conversíveis desejados (e indicados) do mercado brasileiro.
Audi TT - dois lugares
Ícone de design, o TT mudou de vez a cara dos Audis. Com todo o jeito da escola de estilo Bauhaus, o roadster tem extremidades arredondadas e, se não fosse o para-brisa, seria complicado dizer se ele está indo ou vindo. A capota de lona descreve um arco perfeito, como é o cupê. A motorização fica por conta do mesmo 1.8 turbo que equipava o primeiro S3, um quatro cilindros de 225 cv. A tração era integral. Já os preços ficam entre R$ 55 mil e R$ 77 mil. Mas é possível encontrar a segunda geração por pouco mais de R$ 90 mil.
Fiat 500 Cabrio - quatro lugares
Se o 500 já é charmoso na versão hatch, imagine só o conversível. Sem ser um cabriolet convencional, o carrinho é mais uma reedição dos antigos carrinhos com lona no centro do teto. As colunas centrais e traseiras ficam onde estão quando se recolhe a capota. A cabine dá para dois adultos e duas crianças que ainda não passaram pela fase de crescimento. Da mesma maneira, o porta-malas é restrito a 190 litros, culpa do espaço destinado ao recolhimento da cobertura. Quanto ao motor, há uma pegadinha. A maioria dos carros abaixo de R$ 45 mil tem motor 1.4 8V e câmbio automatizado. Preferimos o 1.4 16V, o único com caixa automática de verdade. Com 107 cv e 13,8 kgfm, o Fiat é mais para passear. E faz isso como ninguém.
Ford Escort XR3 - quatro lugares
Símbolo dos anos 80 e 90, o Escort XR3 foi o responsável pela popularização dos conversíveis no país. Você pode optar por um dos primeiros modelos. Só vale lembrar que a motorização 1.6 CHT não é esportiva. Aqueles que desejam mais desempenho devem optar pelo AP 1.8. Ou até pela geração seguinte. O modelo já vinha com o 2.0 8V VW, com 116 cv e 17,7 kgfm de torque. A capota pode ser automática e as peças dela têm possibilidade de serem importadas com facilidade. Os preços ficam entre R$ 18 mil e R$ 25 mil. Porém, como outros carros dessa lista, modelos mais queridos podem ultrapassar isso. Mesmo assim, o Ford ainda é mais barato do que o seu rival: o Chevrolet Kadett GSi, outra opção interessante.
Ford Mustang - quatro lugares
Pode não ser o novo Mustang, mas a geração dos anos 90 tem a sua graça. O carro é quase o responsável pela tornar o Ford popular novamente. A plataforma é uma versão muito evoluída da Fox, uma base usada pela geração anterior. Mas o design era totalmente novo. O longo capô é perfeito para um muscle car, o porta-malas é apenas um volume curtinho e as lanternas têm capa tripartida. Como não poderia deixar de ser, o motor é um belo V8. Com 5 litros, 218 cv e opção de câmbio manual, o oito cilindros pode levá-lo de zero a 100 km/h em 7 s ou menos. Mas os preços não são tão pequenos para um carro que tem mais de 25 anos. São pedidos entre R$ 70 mil e R$ 80 mil.
Mazda Miata - dois lugares
São quase 31 anos de mercado. Lançado em 1989, o Miata foi o responsável pelo nascimento de outros roadsters, inclusive alguns estão nessa matéria. Equilibrado, leve e de tração traseira, o Mazda é considerado por muitos o esportivo perfeito. A geração indicada é a NA, a primeira. O segundo é raríssimo no país e o terceiro, por sua vez, veio apenas como importado independente. Os preços passaram há muito tempo da casa dos R$ 50 mil. Até um ou dois anos atrás, era possível encontrar modelos 1.8 (com blocante e 130 cv) nessa dezena. Porém, os valores acompanharam a raridade e procura, chegando a mais de R$ 70 mil.
Mercedes-Benz SLK - dois lugares
Embora tenha surgido como um rival do Miata, o SLK tinha uma proposta bem mais refinada. A começar pelo teto retrátil metálico, um toque que foi refinado em relação a carros do passado que usaram a mesma solução. Na prática, isso transformou o carro em um dos primeiros cupês cabriolet da sua época. Por mais que o primeiro modelo possa custar entre R$ 45 mil e R$ 60 mil, a indicação vai para a segunda geração, mesmo que ela custe de R$ 75 mil a R$ 80 mil. O visual é semelhante ao do SLR. Em uma comparação saudosista, a inspiração no supercarro da marca de então é semelhante ao caso do 190 SL, conversível dos anos 50 inspirado no 300 SL Roadster. O 1.6 turbo parece pequeno, mas gera 163 cv e garante desempenho suficiente. O Mercedes tem uma vantagem perante o Z3: ele é mais fácil de ser encontrado no mercado de usados, enquanto o BMW se tornou raro.
Mini Cooper - quatro lugares
A segunda geração do Mini é a mais bonita. As proporções são mais interessantes que as da terceira (e atual) encarnação, uma vez que o capô não é tão longo e as lanternas, por sua vez, são adequadamente pequenas.Há um detalhe: o pequeno britânico pode ser encontrado por preços a partir de R$ 50 mil. Contudo, esse valor diz respeito aos carros com motor 1.6 aspirado. Os mais desejados Cooper S saem por algo entre R$ 65 mil e R$ 80 mil. O turbinado tem 184 cv e conjuga charme ao talento esperado de um Mini: correr. A dinâmica é perfeita, o que transforma o Mini em um conversível muito divertido, mesmo sendo um compacto.
Peugeot 308 CC - quatro lugares
O 308 CC tem uma bela vantagem em relação ao 307 e ao Mégane: uma motorização turbo. O 1.6 THP tem 165 cv e não deixa saudade do 2.0 aspirado dos antecessores. A capota de metal é retrátil e dá ao Peugeot um ar de cupê em poucos segundos. Como em outros carros com o mesmo recurso, a manutenção preocupa mais do que o mecanismo de lona. O próprio preço do francês não é muito convidativo: R$ 75 mil. Mas compensa como um raro cupê cabriolet de quatro lugares. Se você quer mais desempenho, procure o ainda mais raro Eos.
Puma - dois lugares
É difícil pensar em um conversível antigo sem lembrar do Puma. O estilo tem muito de Lamborghini Miura. Baixinho e relativamente longo, o esportivo tem mecânica simples. Refrigerado a ar, o motor VW boxer 1.6 pode ter sido preparado. Não são incomuns exemplares com litragem ampliada a 1,7 ou 1,9 litro, modificações que podem levar a potência a mais de 100 cv. As suspensões independentes à moda do Fusca requerem uma dose extra de envolvimento. Os preços variam muito, embora seja fácil descobrir modelos entre R$ 25 mil a R$ 35 mil. Há também o MP Lafer, répica dos antigos MG. Sem falar nas recriações de Porsche 550 feitas pela Chamonix ou até o Envemo 90, um conversível de quatro lugares que parece um 356 de verdade. O problema é achar um por menos de R$ 100 mil.
Volkswagen Eos - quatro lugares
Muito raro no Brasil, o Eos tinha plataforma de Golf e o mesmo motor 2.0 TSI usado por outros carros da linha VW. Com 200 cv e câmbio de dupla embreagem, o desempenho é esportivo. Entretanto, o melhor sempre será a complexa capota retrátil de metal. Com teto de vidro retrátil na parte acima da cabine, o Eos é um conversível com teto solar. O design tem muito do antigo Polo na dianteira e a traseira é pouco imaginativa. Que seja, com tamanha versatilidade, isso se torna um pequeno detalhe.
Menções honrosas
Alfa Romeo Spider
Audi 80
Audi A4
BMW Série 3 Cabrio
BMW Série 1 Cabrio
BMW Z3
Chevrolet Kadett GSi
Chrysler PT Cruiser
Chrysler Stratus
Honda CRX
Jeep Wrangler
Renault Mégane
Suzuki Vitara
Suzuki Samurai
Volkswagen Golf Cabriolet
Volvo C70









