Depois do Evoque, foi a vez do Volkswagen T-Roc virar conversível
Modelo lembra o conceito original e tem capota de tecido de acionamento rápido
Por Julio Cabral
Quando foi apresentado ainda como conceito, o Volkswagen T-Cross apareceu como conversível. Parecia coisa de carro de salão, porém a marca alemã acabou de apresentar a versão de produção do primo maior do T-Cross, o T-Roc cabriolet. O modelo será apresentado no Salão de Frankfurt, que abre as portas ao público no dia 22 de setembro.
Em relação ao T-Roc convencional, o conversível tem apenas duas portas. A capota é de tecido e leva somente 9 segundos para ser aberta ou fechada. A cobertura pode ser acionada a até 30 km/h e tem funcionamento completamente automático (você nem precisa travá-la no lugar ou destravá-la).
Para abrigar a capota, o porta-malas ficou menor e passou a ser acessado por uma pequena tampa de abertura invertida. Quase uma portinhola, uma solução comum em muitos cabriolets que têm apenas dois volumes.
Por sua vez, o estilo não ficou desengonçado como alguns poderia esperar. A dianteira é a mesma do T-Roc convencional. A linha de cintura alta e contínua dá equilíbrio, enquanto a traseira curta lembra os antigos Golf Cabrio. Falando nele, a plataforma do SUV é a mesma MQB A1 utilizada pelo hatch médio. Como opção, há o pacote esportivo R-Line (fotos).
O espaço é suficiente para quatro pessoas. Os passageiros contam com bancos revestidos em couro com efeito matelassê, aquela padronagem em forma de losango. O painel digital de 11,7 polegadas é de terceira geração, enquanto a central multimídia tem 11 polegadas.
Para proteger os ocupantes em caso de capotagem, o conversível traz uma barra de proteção logo atrás dos encostos de cabeça traseiros. Ela pode ser acionada em uma fração de segundo e faz dupla com o para-brisa reforçado para evitar danos nesse tipo de acidente.
A estrutura também recebeu reforços estruturais. A modificação não se deu apenas pela segurança: sem capota rígida, os conversíveis perdem parte considerável da rigidez estrutural.
Há duas opções de motorização. A oferta começa no 1.0 TSI de três cilindros e 115 cv. Mas também há o 1.5 turbo (substituto do 1.4 TSI usado no Brasil), que conta com 150 cv. O câmbio é manual de seis velocidades ou automático de dupla embreagem e sete marchas.
Pena que o carro não tem previsão de ser trazido para o Brasil. A Volkswagen já tem o T-Cross e também está em vias de finalizar o Tarek. Ou seja, seria difícil comportar um produto tão de nicho.
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