Volkswagen Golf sobrevive na versão GTI, mas nova geração será importada
As configurações com motor 1.0 TSi e 1.4 TSI tiveram a produção encerrada após formarem algum estoque
Por Raphael Panaro (com Julio Cabral)
A Volkswagen tirou as versões 1.0 TSI e 1.4 TSI do Golf nacional de linha. O único modelo que sobreviveu ao apocalipse dos hatches médios foi o esquentado GTI 2.0. É um fim discreto para as configurações Comfortline e Highline. A linha passou por uma reestilização em junho de 2018 e recebeu o inédito câmbio automático de seis marchas para o 1.0 TSI de 128 cv - veja o vídeo abaixo.
Volkswagen Golf sobrevive na versão GTI, mas nova geração será importada
E se você quiser um dos últimos e estiver disposto a negociar descontos nas concessionárias? Uma fonte ligada ao fabricante confirma que foi produzida uma última fornada dessas versões. Segundo a mesma, a fábrica de São José dos Pinhais (PR) fez um estoque “suficiente” para algum tempo.
Mas não se apegue a eles. Auto News Brasil apurou que os hatches 1.0 e 1.4 TSI sumiram das lojas, tal como a perua mexicana Variant 1.4 TSI. Só faltava mesmo a confirmação oficial. E nem o GTI tem um horizonte tranquilo à sua frente. A versão esportiva tem grandes chances de sair de linha e a sua sobrevivência depende muito da demanda. Atualmente, o GTI responde por 15% das vendas do Golf. É pouco diante das 526 unidades vendidas até o fechamento de fevereiro (dados da Fenabrave).
Além disso, com grande parte de componentes importados (incluindo o motor 2.0 TSI e o câmbio DSG de seis marchas), o modelo fica à mercê das alterações da Europa, onde o hatch vai ganhar uma nova geração até 2020 e já roda faz tempo sem camuflagem.
Uma fonte ligada ao fabricante afirmou que o novo Golf de oitava geração ainda vai ter estratégia divulgada para o Brasil, mas que a marca aguarda pelo lançamento internacional. A importação da nova geração será a saída. De acordo com o falado, o hatch médio vai continuar a focar na esportividade como arma no seu nicho de mercado.
E o GTI será o foco. Ele vai concorrer em uma fatia de mercado parecida com a atual - sem atrapalhar o futuro Polo GTS. Faz sentido, uma vez que o segmento dos hatches médios premium ainda consegue ser lucrativo.
A unidade paranaense foi adaptada para o novo T-Cross, SUV que basicamente ocupa o nicho de preço do hatch médio do mercado (confira o vídeo com o teste). As vendas baixas do segmento levou a Ford a descontinuar o Focus. Com uma reestilização confirmada para esse ano, o Chevrolet Cruze Sport6 será o herói da resistência nessa faixa (leia a última avaliação do Chevy).
Híbrido plug-in vem ainda em 2019
Há um consolo: a versão GTE vai desembarcar ainda este ano para representar a VW no nicho dos híbridos do tipo plug-in - aqueles que podem ser recarregados na tomada e rodam na eletricidade por mais tempo. A importação do modelo verde foi confirmada pela VW em 2017 e reafirmada no ano passado.
Embora não tenha o mesmo nível de desempenho do GTI, o GTE não faz feio. O seu motor a combustão é o conhecido 1.4 turbo de 150 cv, uma cavalaria bem menor que o 2.0 turbo de 230 cv do esportivo, porém o auxílio da propulsão elétrica permite chegar a 204 cv. A aceleração de zero a 100 km/h leva 7,6 segundos, apenas 1 segundo atrás do GTI.
O grande barato é poder fazer 22 km/l de gasolina em média, um senhor avanço perto dos (já bons) 11,8 km/l de média do GTI. Mas tem uma coisa que apenas o GTE faz: rodar apenas na eletricidade por até 50 km. Usando os dois modos alternadamente na cidade, o consumo pode ultrapassar os 66 km/l.









