Usado boa compra: Volkswagen Jetta Highline 2.0 TSI 2011/2012
Sedã médio tem desempenho esportivo, custos razoáveis e pode ser uma opção às vésperas da chegada da nova geração
Por Julio Cabral; Fernando Miragaya
O novo Jetta começou a ser vendido no Brasil com preços elevados, entre R$ 110 mil e R$ 120 mil, sem incluir opcionais. Alguns entusiastas reclamaram da falta do motor 2.0 TSI da antiga versão Highline, que ainda será relançada com o motor 2.0 de 230 cv do Golf GTI, mas só chegará em 2019. Dito isso, o Jetta Highline 2.0 TSI usado tornou-se ainda mais atraente e pode ser encontrado por valores entre R$ 43 mil e R$ 56 mil, valores que não dariam para levar um Virtus para casa.
O Highline era o Jetta que todos queriam.O Volkswagen de sexta geração desembarcou no Brasil em 2011 em duas versões bem distintas. O pacato Comfortline era vendido por R$ 65.570 e vinha com o antigo motor 2.0 8V de 120 cv e 18,4 kgfm, com eixo de torção traseiro e objetivo de ampliar as vendas do médio. Já o top de linha Highline custava elevados R$ 89.590, mas esbanjava vigor graças ao um conjunto completamente diferente, fortalecido pelo 2.0 TSI de 200 cv, câmbio de dupla embreagem e suspensão multilink. Saiba como ele se saiu no nosso quadro Usado boa compra.
Custo-benefício e itens de série
De fábrica, o VW traz ar-condicionado digital de duas zonas, bancos revestidos de couro, volante multifuncional com borboletas, central multimídia touchscreen com oito alto-falantes, controle de cruzeiro, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, seis airbags e controles de estabilidade e de tração. Busque por modelos equipados com opcionais como teto solar e banco do motorista com ajuste elétrico.
Espaço interno e porta-malas
Os 2,65 metros de entre-eixos comportam bem dois adultos de até 1,80 metro atrás. O quinto passageiro não se sentirá nada bem na posição do meio, pois o túnel central é elevado, enquanto o console com saídas de ar fica muito recuado.
Já o compartimento do porta-malas é mais do que suficiente, com volume de 536 litros e boa abertura. O banco traseiro bipartido ajuda a ampliar esse espaço facilmente.
Desempenho e consumo
No Jetta Highline indicado, o motor 2.0 TSI EA211 tem 200 cv, contra 211 cv dos mais novos, mas não faz diferença. O torque de 28,5 kgfm entre 1.700 rpm e 5.000 rpm o leva de zero a 100 km/h em 7 segundos cravados. A caixa de dupla embreagem ajuda a acelerar e retomar em tempos muito curtos. Para você ter uma ideia, a recuperação de 60 a 100 km/h é vencida em somente 3,8 segundos.Carro que anda forte tem que parar forte. As frenagens são cumpridas em espaços razoáveis, com a marca de 26,8 metros até a parada total vindo a 80 km/h.
Como a tocada no dia a dia permite levá-lo sem dar muito acelerador, o Jetta não bebe tanto quanto o seu desempenho faria supor. O maior porém é que o 2.0 TSI bebe apenas gasolina, cada vez mais cara. A injeção direta o ajudou a conseguir 8 km/l na cidade, onde talvez o start-stop faria diferença, caso o equipasse, e bons 15,4 km/l na estrada.
O conjunto de suspensão com multilink na traseira mantém o carro no rumo facilmente e a direção ainda mostra-se das mais afiadas. O bloqueio eletrônico do diferencial ajuda a mandar a força para a roda dianteira com mais aderência. De fácil substituição, os pneus 225/45 aro 17 não chegam a ser muito caros nas opções homologadas, com preços normalmente entre R$ 300 e R$ 400.
Há dois pontos que você deve prestar atenção. Comparado ao DSG de sete marchas e embreagens a seco, o câmbio de seis marchas e embreagens banhadas a óleo é menos dado a problemas. De qualquer forma, fique atento a qualquer patinação ou demora nas trocas, como também a barulhos vindos da caixa. Evite também carros que foram mexidos ou preparados, não são raros Jettas com alguma preparação eletrônica. Atente para o prazo de revisões e troca de óleo, cujos intervalos nunca podem ser subestimados.
Seguro, peças e desvalorização
A cesta de peças tem valor de R$ 7.210, bem menos do que a Audi pediria pelo A3, mas ainda elevado para um médio de marca que não é premium. Itens de desgaste natural podem exigir alguma reserva financeira, para você ter uma ideia, amortecedores saem por cerca de R$ 400 cada.
Por outro lado, a desvalorização já se estabilizou em 6,2% ao ano. Além disso, o seguro tem apólice ligeiramente baixa, a cobertura média pesquisada por Auto News Brasil é de R$ 2.195.









