Lamborghini garante que o novo Aventador terá um V12 aspirado
Substituto do superesportivo manterá o tipo de motor que se tornou uma espécie ameaçada
Por Redação Auto News Brasil
Antes padrão nos supercarros italianos, os motores V12 aspirados estão cada vez mais próximos da extinção. Contudo, se depender da Lamborghini, a tradição vai continuar de pé por mais alguns anos. Em entrevista concedida ao site australiano CarAdvice durante o lançamento do Aventador S, o chefão de desenvolvimento do fabricante italiano, Stefano Domenicali, revelou que o substituto do superesportivo continuará a ser movimentado por um doze cilindros sem turbo ou compressor volumétrico. De acordo com o executivo, a posição da Lamborghini no grupo Volkswagen "deve ser diferente e um motor V12 naturalmente aspirado faz parte desta diferença".
Recém atualizado, o Aventador ainda vai demorar um pouco para exigir um substituto, talvez seja algo para daqui uns bons anos. Mesmo tendo sido lançado originalmente em 2011, o Lamborghini mais caro está longe de andar menos do que os rivais, que o diga o Aventador SV de 750 cv testado por Auto News Brasil na Espanha.
Agora, o Aventador S "básico" conta com um V12 6.5 capaz de gerar os mesmos 750 cv do Super Veloce e vai de zero a 200 km/h em 8,8 segundos. Ou seja, nada de pressa: o substituto deverá ser lançado em cerca de cinco anos, afirmou Domenicali ao site australiano. Claro que o executivo não descarta a eletrificação da gama, então podemos esperar por algum auxílio de motor elétrico. Com ou sem auxílio, o mais importante é que a sinfonia emitida pelo V12 aspirado não será atrapalhada, aproveite para escutar o ronco do motor no vídeo abaixo.
Tradição à bolonhesa
A Lamborghini praticamente inventou o segmento dos supercarros em 1966, quando a marca de Sant'Agata Bolognese deslocou queixos com o futurista Miura, o primeiro esportivo italiano a usar um motor de doze cilindros central-traseiro. Foi o fruto de um verdadeiro time dos sonhos, esquete que reuniu Gian Paolo Dallara nos chassis, Bertone no estilo e, para fechar o ataque, Bob Wallace era o piloto de testes.
O motor V12 3.9 aspirado era derivado daquele utilizado no cupê 400GT, mas passou a ser instalado atrás do motorista e carona, em posição transversal e acoplado ao câmbio e diferencial. A dinâmica era bem diferente dos rivais da Ferrari, na época, ainda ancorada a motores dianteiros. Em 1965, um ano antes do lançamento oficial, o pequeno fabricante exibiu apenas o chassi e conjunto mecânico. Mesmo sem saberem ainda como seria o desenho, vários compradores já reservaram os seus Miuras. Hoje em dia, um Miura SV (foto acima) pode valer mais de R$ 7,5 milhões no mercado internacional.









