Donald Trump ameaça taxar Chevrolet Cruze mexicano
Acordo de livre comércio entre os países da América do Norte foi criticado pelo presidente eleito no twitter; Ford já foi alvo
Por Redação Auto News Brasil
Donald Trump não cessa de proferir ameaças, sejam elas destinadas a países ou corporações. A bola da vez foi a Chevrolet, que se tornou alvo do presidente eleito em um post no Twitter: "a General Motors está enviando Chevy Cruze fabricados no México para concessionários dos Estados Unidos sem pagar impostos de importação. Fabriquem o carro nos Estados Unidos ou paguem taxas de importação maiores!" (confira a postagem em inglês na imagem abaixo). O acordo de livre comércio da América do Norte (NAFTA) não sobretaxa os carros trazidos do México, quase nos mesmos moldes do acordo bilateral firmado pelo país com o Brasil.
A General Motors não foi o primeiro grupo automotivo a ser ameaçado pelo empresário, cujas críticas aos carros trazidos do México deram o que falar ainda na campanha presidencial. Segundo o jornal The Detroit News, a Ford foi alvo do presidente eleito em um discurso raivoso em Nova York. Trump aventou aumentar o imposto de carros e peças trazidos do país da América do Norte em 35%.
O empresário costumeiramente discursa contra acordos de livre comércio. No caso da Ford, ele acusou o fabricante de tirar empregos dos Estados Unidos para investir pesado na nação vizinha. A Ford refutou os dados e reafirmou que criou 28 mil empregos nos Estados Unidos entre 2010 e 2015. "É realmente lamentável quando a política fica à frente dos fatos", criticou na ocasião o CEO da Ford, Mark Fields, na CNN. O chefão do grupo reafirmou que não mudará os planos de investimento no México mesmo após a eleição de Trump.
A despeito da afirmação de Fields, a Ford cancelou os planos de construção de uma nova fábrica de motores no México para aplicar US$ 700 milhões (o equivalente a R$ 2,2 bilhões) na sua planta de Flat Rock, em Michigan. O valor será utilizado no desenvolvimento de uma nova geração de veículos híbridos e elétricos. Não é um simples retrocesso. Tal como fez recentemente a General Motors, a Ford vai focar em carros mais sofisticados e de maior margem de lucro nas fábricas dos Estados Unidos. Caberá ao México a produção de compactos e médios de menor valor.









