Fórmula 1 adia planos de introduzir proteção para o cockpit dos carros
Federação Internacional de Automobilismo alegou que o curto prazo foi determinante para o adiamento da utilização do halo
Por Redação Auto News Brasil
A Fórmula 1 terá que aguardar mais uma temporada para adotar medidas de proteção para o cokpit dos carros. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), entidade que comanda a categoria, informou que desistiu de utilizar o halo (dispositivo que pode ser visto na imagem acima) em 2017, por causa do curto prazo de tempo de adaptação. "Seria prudente usar o restante desta temporada e o início do ano que vem para avaliar mais o completo potencial de todas as opções de segurança antes da oficilização final," declarou em comunicado.
O "grupo estratégico", composto pelo presidente e o CEO da FIA e os chefes das seis principais equipes da categoria, votaram na última quinta-feira (28) contra a implementação imediata das medidas de segurança.
No iníco do ano, o grupo estava diante de duas possíveis opções. A primeira, conhecida como o design halo (auréola, em tradução livre), começou como um projeto da Mercedes. A FIA assumiu o estudo neste ano e vem realizando ostensivos testes com o modelo, motivados pela morte do piloto da Fórmula Indy Justin Wilson, atingido na cabeça por um detrito. O halo seria uma barra de ferro em formato de Y acoplado sobre a cabeça do piloto. A segunda opção, desenvolvida pela Red Bull, chama-se aeroscreen. O time rubro-taurino investiu perto de R$ 900 mil no projeto, que consiste em um tipo de pára-brisas ultra resistente.
Na declaração, a FIA deixou claro que o projeto favorito para implementação é o halo, o que levou a Red Bull a abandonar os testes com o aeroscreen. A entidade ainda afirmou que mais um ano de testes deve gerar "uma solução ainda mais completa".









