Aston Martin DBS esquecido por 30 anos será leiloado
Modelo que já foi estrela em filmes do 007 pode chegar a mais de R$ 300 mil
Por Redação Auto News Brasil
Um Aston Martin DBS 1968 foi resgatado após ficar 30 anos abandonado em um celeiro, na Grã Bretanha. O cupê de alto luxo será leiloado na próxima sexta-feira pela Silvertone Auctions, no circuito inglês de mesmo nome. O valor previsto fica entre 50 mil e 60 mil libras esterlinas, algo entre R$ 257 mil e R$ 309 mil.
O cupê com direção à moda inglesa foi comprado pelo seu primeiro dono no dia 5 de novembro de 1968. Na cor bronze mink, o grã turismo aposta no clássico revestimento interno de couro Connolly vermelho. Entre as especificações, se destacam o rádio Motorola, a transmissão automática Borg Warner, direção hidráulica e ar-condicionado.
Dois anos depois, o carro foi comprado por um tal de senhor Pasqua, que levou a sua aquisição diretamente para a Ilha de Jersey, no Canal da Mancha. A pequena ilha tem apenas 14 quilômetros de comprimento e largura máxima de 8 km. A raridade acabou guardada em um celeiro até 1986, quando foi armazenado com 49 mil km rodados.
Perto da sua condição original, o DBS precisará de uma restauração completa e as condições da sua mecânica são desconhecidas. Um lado bom é que o motor e transmissão batem com o número do chassi, o que valoriza ainda mais o carro, que teve apenas 787 exemplares produzidos. É necessário lembrar que um exemplar em estado perfeito não sai por menos que o dobro do pedido por este exemplar.
A despeito da camada de poeira, a carroceria parece em estado razoável. Os carros ingleses do mesmo período não são exatamente famosos pela resistência à corrosão e ferrugem pode ser vista em alguns pontos. As rodas Borrani raiadas de cubo rápido dão um charme, ao passo que a fiação se projetando da parte de baixo dão medo.
De qualquer forma, é um belo exemplar. As formas bem proporcionadas apostam em um capô longo e faróis duplos discretos. O monobloco serviria a outros Aston com motor V8 até os anos 80, uma prova da longevidade do desenho.
Quando novo, o DBS original foi um dos últimos Aston a apostar em motores seis cilindros em linha. O 4 litros rendia 286 cv e 39,8 kgfm de torque a 3.850 rpm. A arrancada até os 100 km/h se dava em 7,1 s (com câmbio manual) e a velocidade máxima tocava nos 225 km/h.
Feito entre 1967 e 1972, o DBS foi criado como o sucessor do DB6, nunca utilizado por James Bond. O DBS encontrou o caminho do estrelato, o cupê seis cilindros foi usado pelo espião no filme 007: a serviço secreto de sua majestade (1969), o único estrelado por George Lazenby. O DBS ainda apareceu brevemente em 007: os diamantes são eternos (1971), que marcou o retorno de Sean Connery ao papel. Curiosamente, James Bond voltaria a dirigir um DBS em Casino Royale (2006)









